Senador Portinho diz que não dá tempo de ouvir setores sobre fim da 6x1 até o recesso
Na coletiva de quinta (15), o senador do PL fluminense disse que o próximo governo terá de lidar com os custos da mudança, enquanto o governo já prepara o texto da regulamentação.
Por que afeta o RS: A regulamentação da escala 6x1 valeria para todos os trabalhadores do estado sob regime CLT, inclusive no comércio, na indústria e nos serviços gaúchos.
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 05:02 · 2 min de leitura

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou na quinta (15) que o tempo entre o segundo turno das eleições e o recesso parlamentar não basta. Segundo ele, é pouco para ouvir os setores econômicos e construir soluções para o fim da escala 6x1. A declaração foi dada em coletiva de imprensa, um dia depois da aprovação da PEC no Senado, segundo o portal O Antagonista.
Para o trabalhador gaúcho com carteira assinada, a regulamentação define como a mudança chega ao comércio, à indústria e aos serviços do estado. Entidades do RS já se movimentam. A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) defende que mudanças desse porte sejam discutidas com os setores produtivos e fora do período eleitoral.
Portinho cita condomínios como exemplo de custo
Segundo O Antagonista, o senador criticou o avanço da proposta sem que os efeitos sobre os diferentes setores tivessem sido avaliados. Ele defendeu que se trabalhe menos sem corte de salário, mas afirmou que a PEC não considerou os custos para empresas, consumidores e poder público.
Portinho citou os condomínios residenciais como exemplo de quem terá dificuldade para se adaptar. De acordo com o senador, reorganizar escalas e contratar gente para cobrir horários pode elevar despesas e pressionar os preços dos serviços. Ele disse ainda que o próximo governo terá de enfrentar o problema.
Senado aprovou a PEC por 75 a 1
O Senado aprovou a PEC 221/2019 na quarta (14), com 75 votos a favor e um contrário nos dois turnos. Somente o senador gaúcho Hamilton Mourão (Republicanos-RS) votou contra.
O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial, e garante dois dias de descanso remunerado por semana. A primeira etapa vale 60 dias depois da promulgação. A segunda vem 12 meses depois da primeira, somando 14 meses de transição. O governo Lula já prepara o texto da regulamentação da redução da jornada.
Entidades gaúchas pedem diálogo
O presidente da Fiergs, Claudio Bier, afirmou ser fundamental que as mudanças sejam implementadas com responsabilidade, diálogo e avaliação técnica. A federação aponta risco de alta nos custos, principalmente em indústrias que operam em turnos ou de forma contínua.
No comércio, a Fecomércio-RS critica a forma e o momento da aprovação. A entidade avalia que a mudança pode estimular outras formas de contratação e aumentar a rotatividade e os custos administrativos.
A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) fez uma enquete na manhã de quinta (15). Nela, 27% dos associados disseram que cogitam fechar as lojas aos domingos. A entidade estima aumento de até 20% nos custos com pessoal.
PEC vai à promulgação
A PEC segue para promulgação pelo Congresso Nacional. O prazo de 60 dias para a primeira etapa só começa a contar depois dela.
Perguntas frequentes
O que muda com a PEC do fim da 6x1?
A PEC 221/2019 reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial, e garante dois dias de descanso remunerado por semana.
Como será a transição da PEC do fim da 6x1?
A primeira etapa vale 60 dias depois da promulgação. A segunda vem 12 meses depois da primeira, somando 14 meses de transição.
Como foi a votação da PEC no Senado?
O Senado aprovou a PEC na quarta (14), com 75 votos a favor e um contrário nos dois turnos. O único voto contrário foi do senador gaúcho Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Quando começa a valer o fim da 6x1?
O prazo de 60 dias da primeira etapa só começa a contar depois da promulgação pelo Congresso Nacional, para onde a PEC segue.
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