🔍
Urgente Dois cargueiros afundam perto de Ormuz em 24 horas; ataques batem recorde na guerra
Quinta-feira, 15 de outubro de 2026 · Edição para POAIbov 206,5 mil ▲ 0,33%18°C ⛅
PolíticaBrasil

Líder do PL diz que Flávio insistirá na PEC das horas trabalhadas após a eleição

Segundo Sóstenes Cavalcante, o texto de Rogério Marinho não prevê piso, carga mínima semanal, 13º nem férias, e o salário poderia cair conforme o acordo.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 02:38 · 2 min de leitura

Imagem de divulgação da Agência Senado ligada à PEC das horas trabalhadas e ao debate sobre o fim da escala 6x1
Foto: Divulgação/Agência Senado

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta (14) que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, vai insistir na PEC que autoriza o pagamento por horas trabalhadas. Para Cavalcante, o assunto fica para depois da eleição.

A declaração veio no dia em que o Senado aprovou o fim da escala 6x1, com um único voto contra: o do gaúcho Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Para quem trabalha de carteira assinada, inclusive no RS, a proposta do PL seria uma alternativa à CLT, e não um complemento a ela.

Cavalcante diz que texto não prevê 13º nem férias

O autor da PEC é Rogério Marinho (PL), senador e coordenador da campanha de Flávio. O texto cria um regime fora da CLT, no qual patrão e empregado negociam quanto vale cada hora trabalhada. Cavalcante afirmou que a adesão seria opcional ao trabalhador.

Segundo o deputado, a proposta não prevê salário mínimo nem um número mínimo de horas semanais garantidas ao trabalhador. Ele disse ainda que o texto permite reduzir o salário, conforme os termos do acordo.

Questionado sobre 13º salário e férias remuneradas, Cavalcante respondeu que a proposta do PL não prevê esses direitos. "A PEC não é CLT, você tem que mudar o chip", disse.

Perguntado se a oposição insistirá no texto de Marinho, ele respondeu: "Lógico. Nós não vamos abrir mão das nossas convicções". Na avaliação dele, a medida dá mais liberdade ao trabalhador para escolher o modelo.

Mourão foi o único voto contra o fim da 6x1

O Senado aprovou na noite de quarta (14) a PEC que acaba com a escala 6x1, por 75 votos a 1. Mourão votou contra sem discursar e sem pedir a palavra durante a sessão. O segundo turno repetiu o placar.

Flávio vinha se posicionando contra o fim da 6x1 e a favor do pagamento por hora. Na terça (13), disse que apoiaria o fim do modelo para respeitar a vontade da maioria. O Palácio do Planalto defende o fim da 6x1 e é contra a PEC das horas trabalhadas.

Perguntas frequentes

O que prevê a PEC das horas trabalhadas?

Cria um regime fora da CLT em que patrão e empregado negociam quanto vale cada hora trabalhada. O autor é o senador Rogério Marinho (PL).

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também