ONU registra ataques israelenses em todas as províncias de Gaza em meio à trégua
Em Ramallah, na Cisjordânia, forças de Israel invadiram sedes de entidades civis e um complexo médico na terça, segundo o escritório de direitos humanos da ONU.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 03:38 · 2 min de leitura

O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou que parceiros de segurança registraram ataques aéreos, bombardeios, explosões de demolição, tiros navais e disparos em todas as províncias de Gaza na terça (13) e na quarta-feira (14), principalmente a oeste da chamada Linha Amarela . A agência disse que civis e a infraestrutura civil precisam ser protegidos o tempo todo.
A trégua em Gaza vale desde 10 de outubro de 2025 e segue sob pressão. A violência atrapalha a entrega de ajuda a uma população que se prepara para a estação fria e chuvosa.
Ajuda chega, mas não basta
A ONU e seus parceiros continuaram levando a Gaza suprimentos para a chegada do frio e da chuva.
Na terça, entraram combustível extra, lonas plásticas, roupas de inverno, remédios e material médico. Segundo o OCHA, esses suprimentos limitados não bastam para as necessidades das pessoas . Os parceiros da agência apontam que a falta de financiamento e as restrições de Israel limitam as entregas .
O relatório de situação do OCHA de 2 de outubro dá a dimensão do risco. Cerca de 279 mil pessoas abrigam-se em 400 locais de deslocamento sujeitos a alagamentos. O documento também aponta que a falta de verba e as restrições à entrada de óleo de motor, peças e equipamentos seguem como obstáculos .
Mortos desde a trégua passam de 1.400
O balanço mais recente citado pelo OCHA vem do Ministério da Saúde de Gaza, que opera sob as autoridades de fato do território. O órgão contou 29 palestinos mortos e 147 feridos entre 23 e 30 de setembro.
Com isso, o total desde o anúncio do cessar-fogo chega a 1.431 mortos e 5.026 feridos. Esses números não se referem a 13 e 14 de outubro.
Invasões em Ramallah atingem entidades e complexo médico
Na Cisjordânia ocupada, o Escritório de Direitos Humanos da ONU (ACNUDH) disse que forças israelenses invadiram, na terça, as sedes de organizações da sociedade civil palestina e um complexo médico em Ramallah, confiscaram arquivos e equipamentos e detiveram pessoas .
A agência palestina Wafa informou que as tropas entraram no pátio do Complexo Médico Palestino e posicionaram atiradores de elite em volta das entradas . É a maior unidade pública de saúde da Cisjordânia. Entre as entidades visitadas pelos soldados estão a Addameer, que defende presos palestinos, e a União dos Comitês de Mulheres Palestinas. A Addameer já havia sido fechada por Israel, cujas autoridades militares a tratam como organização terrorista.
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