Líder do Partido do Centro desiste e Suécia segue sem governo seis semanas após eleição
Elisabeth Thand Ringqvist devolveu a tarefa ao presidente do Parlamento, Andreas Norlén, que ainda não marcou nova votação para primeiro-ministro.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

A líder do Partido do Centro da Suécia, Elisabeth Thand Ringqvist, anunciou nesta segunda (26) que não conseguiu formar um governo que unisse esquerda e direita. Com isso, o país continua sem gabinete novo desde a eleição de 13 de setembro. O presidente do Parlamento, Andreas Norlén, decide agora como seguir.
Para o leitor gaúcho, a notícia é de contexto internacional: mostra como um sistema parlamentarista pode travar quando nenhum bloco tem maioria. Não há efeito direto no Rio Grande do Sul.
Na coletiva, Thand Ringqvist resumiu o impasse. "Existe atualmente uma maioria a favor de políticas centristas, mas nenhuma para um governo centrista", disse. Ela havia sugerido um governo "de centro" com os partidos tradicionais, sem o Partido da Esquerda e sem os Democratas da Suécia, de extrema direita e contra a imigração.
Nenhum dos blocos fecha a conta
O bloco de esquerda conquistou três cadeiras a mais que a direita, liderada pelo primeiro-ministro em fim de mandato, Ulf Kristersson. A social-democrata Magdalena Andersson desistiu duas vezes de formar governo. A primeira tentativa fracassou em 15 de outubro, quando o Parlamento não aprovou o nome de Andersson.
O Partido do Centro mantém as próprias linhas vermelhas. Recusa-se a colaborar com os Democratas da Suécia, o que inviabiliza maioria à direita, e não apoia um governo que inclua o Partido da Esquerda. Kristersson comanda hoje um governo interino.
O que Norlén pode fazer
Norlén vai telefonar aos partidos para discutir o próximo passo. Ainda não está definido quem receberá a próxima missão exploratória nem quando haverá nova votação para primeiro-ministro. Ele também pode pedir a candidatos que sondem as condições de governo sem submeter o nome a voto.
O presidente do Parlamento tem quatro tentativas de levar um candidato a plenário. Se a quarta falhar, é obrigatório convocar eleição antecipada. Analistas apontam que os partidos tendem a sentir mais pressão para ceder em suas linhas vermelhas quanto mais perto chegarem do risco de nova eleição. A Suécia já passou por negociações longas: 37 dias após a eleição de 2022 e 134 dias em 2018.
O próximo passo é a rodada de telefonemas de Norlén com os líderes partidários, sem data definida para a nova votação.
Saber mais
- Swedish Centre Party leader says government coalition talks failed (AFP/Yahoo)
- Swedish Centre Party leader says government coalition talks failed (Bangkok Post)
- Thand Ringqvist misslyckas – så går regeringsbildningen vidare (Nyheter24)
- La Suède ne parvient pas à former un nouveau gouvernement (RTBF/AFP)
- SVT Nyheter – Senaste nytt om val 2026
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