Kelly Matos relata exaustão e perdas gestacionais no puerpério em entrevista
A comunicadora gaúcha também contou que pensou em deixar o jornalismo no primeiro ano do filho, em conversa no programa Paralelas.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

A comunicadora gaúcha Kelly Matos falou sobre puerpério, saúde mental e o caminho até a maternidade em entrevista ao programa Paralelas, de GZH, publicada na quarta-feira (14). A conversa completa está no YouTube de GZH e no Spotify.

Para quem vive o pós-parto no Rio Grande do Sul, o SUS oferece atendimento em saúde mental gratuito.
O que ela contou
Kelly descreveu um início de maternidade de exaustão, inseguranças e rotina virada do avesso. Segundo ela, o bebê mamava a cada 30 minutos, o mamilo machucou e ela entrou em desespero.
Ela também falou das perdas gestacionais que viveu antes de conseguir levar uma gravidez adiante. No primeiro ano do filho, pensou em deixar o jornalismo para se dedicar só à criança, mas foi acolhida pelo então chefe e ficou na empresa. Kelly é comunicadora do Grupo RBS.
O que dizem os especialistas
A médica Silvia Regina Piza, em texto publicado pela Febrasgo, federação das associações de ginecologia e obstetrícia, afirma que de 12 a quase 39% das mulheres que engravidam têm agravos ou alterações na saúde mental. A médica descreve o puerpério como período crítico, de sobrecarga emocional e adaptação a uma nova rotina.
O Ministério da Saúde orienta que os sintomas depressivos sejam rastreados na gestação e no primeiro ano após o parto. Entre os sinais de depressão pós-parto listados pelo ministério estão tristeza intensa, desmotivação profunda e falta de forças para lidar com a rotina. O tratamento é individual e combina antidepressivos e psicoterapia.
Onde buscar ajuda
A mãe pode levar a queixa à consulta de pré-natal ou procurar a unidade básica de saúde mais próxima. O tratamento é oferecido de forma integral e gratuita pelo SUS.
Serviço: a entrevista de Kelly Matos ao Paralelas está disponível no YouTube de GZH e no Spotify. Em caso de sofrimento intenso ou pensamentos de se machucar, a orientação é procurar a UBS ou uma emergência, e o Centro de Valorização da Vida atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Perguntas frequentes
Onde posso buscar atendimento de saúde mental no pós-parto no RS?
O tratamento é oferecido de forma integral e gratuita pelo SUS, a partir da unidade básica de saúde mais próxima ou da consulta de pré-natal.
Quais são os sinais de depressão pós-parto?
Tristeza intensa, desmotivação profunda e falta de forças para lidar com a rotina, segundo o Ministério da Saúde.
Quem pode ligar em caso de sofrimento intenso?
O Centro de Valorização da Vida atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Saber mais
- GZH – 'A maternidade me derrubou': Kelly Matos abre o coração sobre puerpério, saúde mental e o caminho para se tornar mãe
- Ministério da Saúde – Depressão pós-parto
- Ministério da Saúde – Depressão pós-parto: causas, sintomas, tratamento (versão anterior do portal)
- Febrasgo – Saúde mental durante a maternidade
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