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Indústria processadora de aço encolhe 11,3% até agosto; importações caem 5,7%

Máquinas e equipamentos recuam 7,8% no ano, e as compras externas de aço processado, mesmo menores que em 2025, superam todos os meses de 2024, diz a Abimetal-Sicetel.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 09:46 · 1 min de leitura

Ilustração: instalações de uma indústria de processamento de aço, criada por inteligência artificial pelo Bairrista.
Ilustração: Bairrista/IA

A indústria processadora de aço acumula retração de 11,3% de janeiro a agosto de 2026, aponta relatório da Abimetal-Sicetel, entidade que reúne a associação e o sindicato nacional do setor. O estudo usa a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE e as estatísticas de comércio exterior do Comex Stat. A entidade diz que a desaceleração se intensificou a partir do segundo semestre de 2025.

O setor fornece para fabricantes de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e industriais. Esse é o segmento que sente o impacto mais forte, segundo o relatório.

Máquinas e equipamentos acumulam queda de 7,8%

A produção de máquinas e equipamentos recuou 7,8% no acumulado do ano até agosto, de acordo com a PIM-PF. A fabricação de produtos de metal caiu 2,8%, segundo a Abimetal-Sicetel. A indústria de transformação como um todo recua 0,1% no período.

A indústria automotiva é a exceção relativa: tem desempenho mais favorável entre os consumidores de produtos processados de aço.

O presidente da entidade, Ricardo Martins, afirma que o volume importado diminui, mas segue alto, enquanto o consumo interno perde força. Ele define o quadro como "uma combinação preocupante".

Importações caem, mas ficam acima de 2024

De janeiro a agosto, o Brasil importou 536.911 toneladas de produtos processados de aço, 5,7% menos que em igual período de 2025. Em valor, foram US$ 1,106 bilhão, recuo de 4,4%.

Em agosto, entraram 66.430 toneladas. O volume é 7,2% maior que o de agosto de 2025 e 6% maior que o de julho de 2026. Todos os meses de 2026 ficaram acima dos volumes de 2024.

Martins afirma

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