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UE e China acertam teto de 350 mil híbridos chineses por ano a partir de dezembro

Cota equivale a menos da metade dos 800 mil carros previstos para 2026; líderes dos 27 países discutem em Bruxelas como ampliar a defesa comercial contra a China.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 10:19 · 1 min de leitura

UE e China acertam teto de 350 mil híbridos chineses por ano a partir de dezembro
Foto: Divulgação/União Europeia

TÍTULO: UE e China acertam teto de 350 mil híbridos chineses por ano, previsto para dezembro

LINHA FINA: Cota equivale a menos da metade dos 800 mil carros previstos para 2026; líderes dos 27 países discutem em Bruxelas como ampliar a defesa comercial contra a China.

Os líderes dos 27 países da União Europeia se reuniram em Bruxelas nesta quinta (15), em cúpula de dois dias, com a resposta às importações chinesas no topo da pauta. O encontro veio menos de uma semana depois de a Comissão Europeia fechar com Pequim um acordo para limitar a importação de carros híbridos da China.

O teto é de 350 mil híbridos e híbridos plug-in por ano, menos da metade dos 800 mil previstos para 2026. Segundo documento visto pela Bloomberg, o limite sobe 6% ao ano a partir do segundo ano e vale por quatro anos. Carros de marcas chinesas montados dentro da UE ficam de fora.

O acordo foi negociado pelo comissário europeu de Comércio, Maroš Šefčovič, com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao. A UE quer reduzir o déficit comercial de bens com a China, que chegou a € 360 bilhões em 2025 e deve aumentar neste ano. Na cúpula, os líderes pediram à Comissão que continue o diálogo com Pequim e crie novos instrumentos de defesa comercial.

O primeiro-ministro de Luxemburgo, Luc Frieden, afirmou que a Europa precisa proteger seu mercado. A Alemanha, que antes freava as medidas por temer retaliação, mudou de postura: o chanceler Friedrich Merz e o presidente francês, Emmanuel Macron, passaram a apoiar uma linha mais dura. Pequim afirma que as críticas aos desequilíbrios econômicos são protecionismo e servem para pressionar a China.

A cota tem início previsto para 1º de dezembro.

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