Índice do dólar cai 0,45%, a 101,99, e aposta em juros estáveis nos EUA sobe a 73%
A moeda americana recuou da máxima em 18 meses mesmo com inflação e varejo acima do esperado; o Federal Reserve decide em 28 de outubro.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 21:50 · 1 min de leitura

O índice do dólar, que mede a moeda americana frente a uma cesta de outras moedas, caiu 0,45%, para 101,99, nesta quinta (15). Na quarta (14), ele havia chegado à máxima em 18 meses, depois de uma inflação nos Estados Unidos acima do previsto.
Para o Rio Grande do Sul, o dólar e os juros americanos mexem com o custo do crédito e dos insumos importados, como fertilizantes, combustíveis e máquinas. Mexem também com a receita de quem exporta soja, arroz e carne. O índice mede o dólar contra moedas como euro e libra, não contra o real.
Inflação forte, dólar mais fraco
O índice de preços ao consumidor americano subiu 3,7% em 12 meses, acima dos 3,6% projetados. Em setembro, a alta foi de 0,6% sobre agosto.
Os preços ao produtor tiveram a maior alta em quatro anos e meio, e a pressão sobre os preços se espalha para além da energia. As vendas no varejo também superaram as projeções, puxadas pela gasolina mais cara.
Mesmo assim, o dólar perdeu força. Os títulos do governo americano se valorizaram, e dirigentes do Fed fizeram comentários cautelosos que esfriaram a expectativa de alta de juros em outubro.
A preocupação com o endividamento de empresas de inteligência artificial levou investidores a buscar abrigo no Tesouro americano. O euro subiu 0,56%, para US$ 1,1218, e caminhava para o maior ganho diário em quase dois meses.
Mercado vê 73% de chance de juros estáveis
Segundo o CME Group, os investidores veem 73% de chance de o Fed manter os juros na reunião de 27 e 28 de outubro. Um mês antes, essa chance era de 53%.
A decisão do Fed sai em 28 de outubro, último dia da reunião.
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