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EUA e Japão acertam fábrica conjunta de mísseis ar-ar para os caças F-35

Anúncio do ministro da Defesa japonês saiu em Cebu, nas Filipinas, durante encontro de ministros de defesa da Ásia, dos EUA e de aliados ocidentais.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Atualizada 29/10, 09:36 · Pequim acusou um político filipino de criar obstáculos à participação chinesa na reunião da Asean em Cebu, e Manila respondeu que cabia ao bloco decidir como a China seria ouvida.

Shinjiro Koizumi, ministro da Defesa do Japão, em encontro bilateral com o secretário de Guerra dos EUA.
Foto: U.S. Secretary of War / Wikimedia Commons (Public domain)

Estados Unidos e Japão concordaram em montar no território japonês uma instalação para produzir, em conjunto, mísseis ar-ar avançados de médio alcance. O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, anunciou o acordo na noite desta quarta (28), em entrevista coletiva em Cebu, nas Filipinas. Ele havia se reunido com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. A conversa ocorreu à margem do encontro anual de ministros de defesa do Sudeste Asiático e de parceiros asiáticos e ocidentais.

Para quem vive no RS, o fato não tem efeito direto. Ele indica como as duas potências aceleram a capacidade de produzir armamento no Indo-Pacífico. Por essa região passam rotas importantes do comércio mundial, inclusive de produtos gaúchos como soja e carne.

Koizumi disse que os mísseis, produzidos sob um esforço conjunto chamado "Operação Supercharge", são "essenciais para o F-35". O caça de fabricação americana é operado pelas Forças de Autodefesa do Japão. O ministro não deu outros detalhes do acordo, como capacidade de produção, prazo ou valor.

Ministros falam em "senso de crise" e evitam citar a China

Segundo Koizumi, os dois "compartilharam um senso de crise" sobre a situação regional. Eles combinaram fortalecer a dissuasão e a capacidade de resposta da aliança Japão-EUA "com mais rapidez e intensidade do que nunca". Ele afirmou que as conversas não foram dirigidas a nenhum país específico. Hegseth também não citou a China pelo nome ao falar de segurança regional, em reunião separada com os ministros da Asean, o bloco do Sudeste Asiático. O grupo foi liderado pelo anfitrião, o secretário de Defesa filipino Gilberto Teodoro Jr.

A China tem sido o pano de fundo das manifestações dos dois aliados, que repetem preocupação com a postura militar chinesa na Ásia. A reação oficial de Pequim ao anúncio não constava das fontes consultadas até a publicação desta nota.

Fábrica seria de montagem final

O jornal japonês Nikkei informou que o projeto prevê uma planta de montagem final e testes do AIM-120 AMRAAM, míssil ar-ar produzido pela Raytheon nos EUA. Ainda segundo o Nikkei, os dois ministros também combinaram compartilhar dados técnicos para ampliar a produção do SM-3 Block IIA, interceptador lançado de navios contra mísseis balísticos.

Os governos de Japão e EUA devem detalhar o acordo nas próximas etapas. Até agora, só Koizumi o descreveu em público.

Saber mais: fontes consultadas (4)

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