EUA avaliam usar a MOAB contra alvos de energia e nucleares do Irã, diz CNN
Bomba de 9,8 toneladas consta de planos para uma eventual retomada dos ataques, mas autoridades duvidam que alcance instalações subterrâneas.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 06:10 · 2 min de leitura

O governo dos Estados Unidos estuda usar a GBU-43/B MOAB, a maior bomba não nuclear do arsenal americano, contra o Irã. Os alvos seriam infraestrutura energética e instalações nucleares, caso o presidente Donald Trump mande retomar os combates. A informação é da CNN, que ouviu fontes familiarizadas com o planejamento. Nenhuma decisão de uso foi anunciada.
Petróleo segue 70% acima de um ano atrás
A guerra, que começou em fevereiro, já pesa nos combustíveis. O Brent caiu a US$ 103,89 o barril nesta quinta (15), mas segue 70% acima do preço de um ano atrás. O diesel move o transporte de safra e de carga no Estado, e uma nova escalada tende a pressionar o petróleo.
A agência de energia dos EUA (EIA) prevê Brent médio de US$ 105 no quarto trimestre e aponta forte aperto no mercado de diesel.
Fontes dizem que a MOAB não alcança alvos profundos
Segundo uma fonte da CNN, Trump mandou os militares prepararem novos pacotes de ataque, com "muita infraestrutura de energia" e o possível uso da MOAB. Uma segunda fonte disse que os planos contra sítios nucleares, entre eles Pickaxe Mountain, preveem expressamente a bomba.
Pickaxe Mountain é uma suspeita instalação nuclear subterrânea. A MOAB, porém, não foi feita para penetrar fundo na terra ou em camadas espessas de rocha. Uma fonte afirmou que ela serve mais para limpar grandes áreas. Há ainda preocupação com vítimas civis, por causa do tamanho da arma.
A fonte que falou dos pacotes de ataque disse que eles poderiam vir antes da retirada americana da área do Comando Central (Centcom). Isso permitiria ao governo declarar vitória e sair.
Negociação com Teerã está travada há meses
Os esforços diplomáticos estão travados há meses. Depois de mais de seis meses de bombardeios, há poucos sinais de acordo. Washington reduziu as operações nas últimas semanas para priorizar a pressão econômica. Os republicanos temem a reação do eleitor à guerra nas eleições legislativas de novembro.
A MOAB só foi usada em combate uma vez, em 2017, contra um reduto do Estado Islâmico no Afeganistão.
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