Musk diz no X que Zelensky deve deixar o poder; Kiev acusa EUA de limitar o Starlink
Trump nega ter cortado a inteligência sobre mísseis russos e mantém o acordo para o diesel de Moscou, a um mês das eleições legislativas nos EUA.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 07:04 · 3 min de leitura

O bilionário Elon Musk escreveu no X, entre quarta (14) e quinta (15), que está na hora de o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, ir embora. "E assim o massacre continua", afirmou, antes de dizer que era "hora de Zelensky ir embora" (no original, "And so the slaughter continues. Time for Zelensky to go"). A publicação ocorre na semana em que Kiev acusa Washington de enfraquecer sua defesa.
Para quem vive no RS, o assunto chega pela bomba de combustível. Trump anunciou um acordo para comprar diesel russo e pressiona a Ucrânia a parar de atacar refinarias de Moscou. O objetivo é baixar o custo da energia antes das eleições de novembro.
Musk diz que limites ao Starshield são decisão de Trump
Musk afirmou que limites de velocidade ou de uso do Starshield são decididos pelos militares americanos e, em última instância, por Trump. Ele separou o Starshield, do qual a Ucrânia depende para comunicações no campo de batalha, do Starlink civil. Kiev também usa o Starlink, mas sem permissão para operações ofensivas.
Na madrugada de terça (13), novas restrições limitaram a velocidade em que um terminal em movimento mantém a conexão. Tropas ucranianas cancelaram missões de combate, e as operações com drones, a logística e o reconhecimento foram afetados. Uma fonte do Ministério da Defesa ucraniano, que não se identificou, disse na quinta (15) que a conectividade em movimento foi restabelecida.
O ex-ministro da Defesa da Ucrânia Mykhailo Fedorov afirmou que o Starlink voltava a funcionar em velocidades de até 160 km/h. Para ele, retirar de vez o limite do Starshield é "crítico" para a defesa do país. Zelensky classificou como "perigosa" a retirada do compartilhamento de inteligência e do acesso ao Starlink.
Trump nega corte de inteligência e mantém acordo do diesel
O governo Trump já havia alertado Ucrânia e aliados europeus de que poderia suspender o compartilhamento de inteligência. A condição era Kiev parar os ataques em profundidade contra instalações de energia russas. Um funcionário de alto escalão de Kiev disse que os EUA ameaçaram deixar de informar sobre lançamentos de mísseis russos. Trump negou.
Quando Kiev pediu explicações sobre a falta de alertas, autoridades americanas atribuíram o problema ao clima. Oficiais ucranianos suspeitam que foi deliberado.
Na quarta (14), perguntado pelo apresentador Piers Morgan se se sentia "traído" pelo governo Trump, Zelensky respondeu "Sim". Trump manteve o acordo com Putin e pediu mudança de liderança em Kiev.
Em 9 de outubro, Trump anunciou o entendimento com Vladimir Putin. Pelo anúncio, a Rússia entrega mais de 300 mil toneladas de diesel de imediato, 500 mil em novembro e 1 milhão logo depois. Outras 3 milhões de toneladas dependem da situação das refinarias russas. O Tesouro dos EUA emitiu uma licença temporária que suspende as sanções ao diesel russo até 7 de abril de 2027.
Ucrânia promete voltar a atacar refinarias
Zelensky disse ao Financial Times que a Ucrânia vai retomar os ataques às refinarias russas. As eleições legislativas dos EUA acontecem em novembro, com os preços dos combustíveis entre os temas centrais da campanha.
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