Congresso promulga PEC da aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde
A idade mínima começa em 50 anos para mulheres e 52 para homens e chega a 57 e 60 em 2041, com 25 anos de contribuição e de atividade.
Por que afeta o RS: As novas regras de aposentadoria valem para os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias que atuam no Rio Grande do Sul.
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 09:35 · 2 min de leitura

O Congresso Nacional promulga nesta sexta (16), às 9h, a PEC 14/2021, que cria regras próprias de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A sessão solene é conduzida pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, no Plenário do Senado, em Brasília.
A emenda vale para os agentes que atuam no Rio Grande do Sul, onde as prefeituras são as responsáveis por contratar e manter esses profissionais no SUS. Hoje, essas categorias seguem a regra geral da Previdência, com idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens. A PEC permite que elas se aposentem mais cedo, e a União fica encarregada de custear o aumento de despesa.
Idade mínima sobe em degraus até 2041
Segundo a Agência Senado, a idade mínima aumenta gradualmente até 2041, desde que comprovados 25 anos de contribuição e de exercício na atividade:
- até o fim de 2030: 50 anos para mulheres e 52 para homens;
- até o fim de 2035: 52 anos para mulheres e 54 para homens;
- até o fim de 2040: 54 anos para mulheres e 56 para homens;
- a partir de 2041: 57 anos para mulheres e 60 para homens.
Os 57 e 60 anos valem como regra definitiva só daqui a 15 anos. Até lá, quem já está na função segue a escala de transição.
Emenda proíbe contratação terceirizada de agentes
A emenda disciplina a contratação dos agentes, estende as regras aos agentes indígenas e indica como a União vai custear o aumento de despesa. O texto também trata da regularização de vínculos funcionais de quem cumpre os critérios. Além disso, proíbe a contratação temporária e terceirizada, exceto em emergências de saúde pública.
Pelo texto, a União deve prestar assistência financeira complementar a estados, ao Distrito Federal e aos municípios. O objetivo é compensar o aumento de despesa dos regimes próprios. A União também deve aportar recursos ao Fundo do Regime Geral de Previdência Social.
Para os servidores de regime próprio, o Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) informa que o texto garante integralidade e paridade. Para segurados do RGPS, prevê complementação do benefício. O instituto também afirma que o texto reúne regras incompatíveis com o sistema previdenciário atual e com decisões recentes do STF.
Senado aprovou o texto em julho
A PEC foi apresentada em 2021 e aprovada pela Câmara dos Deputados em 2025. No Senado, a votação foi em 14 de julho de 2026, com 73 votos favoráveis e um contrário. Alcolumbre disse que a PEC aguardava promulgação desde a aprovação, em julho. Por ser emenda constitucional, o texto não passa por sanção presidencial.
A mesma sessão promulga a PEC 221/2019, que extingue a escala 6x1.
Serviço
- O quê: sessão solene do Congresso para promulgar a PEC 14/2021
- Quando: sexta-feira (16), às 9h
- Onde: Plenário do Senado, em Brasília
- Como acompanhar: transmissão da TV Senado
Saber mais
- Rádio Senado – Emendas constitucionais sobre agentes de saúde e fim da escala 6x1 serão promulgadas nesta sexta
- TV Senado – Congresso promulga fim da escala 6x1 e aposentadoria de agentes de saúde
- Agência Senado – Senado aprova aposentadoria diferenciada para agentes de saúde
- IBDP – PEC aprovada para agentes de saúde traz avanços, mas o texto contém inconsistências jurídicas
- IEPREV – Senado aprova PEC que cria aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias
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