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China cobra de Israel, diante de Herzog, que pare e reverta assentamentos na Cisjordânia

Em Baku, o chanceler Wang Yi também defendeu a solução de dois Estados e a abertura total do acesso à Faixa de Gaza.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 01:51 · 1 min de leitura

Ilustração: encontro diplomático entre o chanceler da China, Wang Yi, e o presidente de Israel, Isaac Herzog, em Baku
Ilustração: Bairrista/IA

O chanceler da China, Wang Yi, disse ao presidente de Israel, Isaac Herzog, que o país deve parar e reverter o "estabelecimento forçado" de assentamentos na Cisjordânia. Os dois se reuniram nesta quinta (15) em Baku, no Azerbaijão, à margem da 7ª cúpula da Conferência sobre Interação e Medidas de Confiança na Ásia. A informação consta em comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês, divulgado nesta sexta (16).

Segundo o comunicado, Wang afirmou que a China sempre considerou a questão palestina a maior injustiça histórica deste século. Para o chanceler, a solução de dois Estados é o caminho correto. A prioridade imediata, disse, é abrir totalmente o acesso à Faixa de Gaza, para que a "catástrofe" humanitária não se espalhe.

Wang também afirmou que a China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional para levar todas as partes de volta ao diálogo. O objetivo, segundo ele, é buscar uma saída política para o conflito.

A emissora estatal chinesa CGTN relata que Herzog elogiou os esforços da China pela paz e pela estabilidade regional. Ele disse que Israel valoriza as propostas de Pequim e está disposto a manter a comunicação. O relato da CGTN não traz resposta de Herzog sobre os assentamentos.

A posição segue a linha anterior de Pequim. Em setembro de 2025, em encontro com o chanceler do Marrocos, Nasser Bourita, Wang acusou Israel de acelerar a ocupação de territórios da Cisjordânia. Na ocasião, disse que as ações israelenses colocam em risco a solução de dois Estados.

A China mantém laços estreitos com o Irã, principal rival regional de Israel.

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