Centrão busca espaço no governo Lula e mira o Senado, onde o PL terá 29 das 81 cadeiras
O PSD foi o único partido do grupo a ficar neutro no segundo turno; a eleição para presidir o Senado será em fevereiro de 2027 e exige 41 votos.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Um dia depois da vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), partidos do centrão que apoiaram o candidato derrotado já procuram um lugar no futuro governo. Caciques do bloco falam em "soberba" e "arrogância" da campanha do PL e se preparam para aderir de novo a Lula, de olho em espaços na Esplanada. O segundo turno foi no domingo (25).

Para quem vive no Rio Grande do Sul, a mudança de fundo está no Congresso. Lula chega ao quarto mandato com uma base minoritária e terá de negociar com legendas de perfis diferentes para aprovar projetos. Isso vale para temas de interesse gaúcho que dependem de votação em Brasília. Os relatos de bastidor não citam nomes do RS para ministérios.
Planalto prefere atrair alas regionais a partidos inteiros
ministério foi anunciado.
Nos bastidores, o Planalto quer dar ministérios a alas dos partidos, e não às legendas inteiras. A preferência é pelos diretórios do Norte e do Nordeste. Esses grupos fizeram campanha por Lula.
O PSD, que manteve neutralidade no segundo turno, aparece como o mais otimista quanto a novos espaços na Esplanada a partir de 2027. União Brasil, PP e Republicanos, ao contrário, apostaram no crescimento de Flávio e chegaram a negociar participação em um eventual governo bolsonarista.
O MDB já deu sinal público. Nas redes, o partido parabenizou Lula e desejou serenidade para governar em favor de todos.
Senado: PL tem a maior bancada, mas não chega a 41
A disputa pela presidência do Senado fica para fevereiro de 2027, com a posse dos novos senadores. Segundo o Senado, a composição está praticamente definida, salvo troca de partido, e o PL terá a maior bancada, com 29 dos 81 senadores. Nenhum partido chega sozinho aos 41 votos da maioria.
Pelo levantamento do Senado, o PT terá 10 senadores, o MDB oito e o PP seis. União Brasil e Republicanos terão cinco cada, e o PSD, quatro. A soma das bancadas do centrão, portanto, pesa mais do que a do PL para formar maioria.
Nos bastidores, manter Davi Alcolumbre (União-AP) no comando é visto como forma de conter o PL. O partido quer presidir a Casa para pautar o impeachment de ministros do STF. O Planalto não anunciou apoio formal à reeleição de Alcolumbre.
Câmara segue caminho parecido
Na Câmara, o Republicanos aposta na reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para voltar ao governo. Motta tem apoio do Planalto e deixou isolado o plano do PL de comandar a Casa.
No segundo turno, Lula somou 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões de Flávio.
Os próximos passos são as definições de ministérios, a partir da montagem do governo, e a eleição das Mesas da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2027.
Saber mais
- Senado Notícias – Fim da eleição define composição do Senado em 2027
- Hub Político – Senado 2027: as 81 cadeiras por partido
- Metrópoles – Centrão atribui derrota de Flávio à soberba e se prepara para aderir a Lula
- Plantão Brasil – Após derrota de Flávio Bolsonaro, Centrão articula aproximação com o governo Lula
- Panorama Sergipe – Após apostar em Flávio, Centrão muda de direção e busca espaço no novo governo Lula
- Brasil 247 – Centrão atribui derrota de Flávio Bolsonaro à soberba e arrogância
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