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Campanha de Flávio só abre sigilos após conferir os de Lula, a três dias do 2º turno

A advogada Maria Claudia Bucchianeri diz que os documentos de Flávio Bolsonaro já estão reunidos e que a entrega será rápida, mas não informou data nem hora.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Recibos de entrega de arquivos de quebra de sigilo apresentados no TSE.
Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (Public domain)

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) só vai apresentar os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele depois de analisar o que Lula (PT) entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A informação foi dada nesta quinta-feira (22) pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do TSE, ao deixar a sede da Corte, em Brasília.

Na prática, o eleitor gaúcho pode chegar às urnas no domingo (25) sem ver os dados de Flávio. O "desafio dos sigilos" foi lançado por Lula no domingo (18), e Flávio se esquivou na ocasião. Na segunda (19), Lula disse a jornalistas, em Porto Alegre, que enviaria ao TSE uma autorização para abrir os próprios sigilos.

Bucchianeri diz que a entrega será "imediata" após a conferência

"Se eles trouxerem tudo, a gente traz. Primeiro vou ver se ele trouxe", afirmou a advogada. Ela disse que os documentos de Flávio já estão reunidos e que, depois de confirmar o que Lula entregou, a apresentação seria feita "imediatamente". A campanha não informou prazo nem horário para isso.

O ex-procurador Deltan Dallagnol, senador eleito pelo Novo do Paraná, foi escalado pela campanha de Flávio para examinar os documentos de Lula. Ele acompanhou Bucchianeri no TSE.

Lula e Flávio trocam condições em petições ao TSE

Na terça (20), Lula protocolou no TSE a autorização para abrir os sigilos dele e de familiares dos últimos oito anos, com a condição de Flávio fazer igual. Flávio pediu um período maior. A campanha espera que o presidente abra os dados desde 2003, quando ele assumiu o poder pela primeira vez.

A lista de exigências do PL inclui a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Também pede dados do Instituto Lula e os gastos com cartões corporativos da Presidência e da primeira-dama, Janja da Silva.

Flávio apresentou petição ao TSE na quarta (21), autorizando a abertura dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. Ele afirmou, porém, que só entregaria os dados depois que Lula entregasse os dele.

A campanha petista, por sua vez, cobrou que Flávio apresentasse a autorização até as 11h desta quinta. A equipe de Lula entregou ao TSE os documentos sobre a abertura dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos do petista.

Bucchianeri afirmou que Flávio vai apresentar tudo o que foi pedido pela campanha de Lula. "Não há nenhuma possibilidade de recuo", disse.

O segundo turno é no domingo (25), e os eleitores gaúchos escolhem entre Lula e Flávio nas urnas. A entrega dos dados de Flávio depende, segundo a própria campanha, da conferência dos documentos de Lula no TSE.

Perguntas frequentes

Quando a campanha de Flávio vai apresentar os sigilos?

A campanha não informou data nem horário; a apresentação depende da análise prévia dos documentos entregues por Lula ao TSE.

Quais sigilos Flávio se comprometeu a abrir?

Ele autorizou a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, condicionando a entrega à conferência dos dados de Lula.

Quando é o segundo turno?

A votação do 2º turno é no domingo (25).

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