

Brasil
Senador descumpriu prazo de Moraes para entregar passaporte e voou a Miami dois dias depois de perder a eleição para Lula

BRASIL O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a família seguem nesta quarta (28) para Miami, nos Estados Unidos, em voo privado que saiu de Guayaquil, no Equador. A viagem ocorreu depois de ele não entregar à Polícia Federal os passaportes exigidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A aeronave, monitorada pelo FlightAware, tem previsão de pouso por volta das 10h20, no horário de Brasília. Outra projeção do FlightAware indica 10h40 no aeroporto Opa-locka Executive.
O senador pelo Rio de Janeiro está fora do país, sem ter entregado os documentos, dois dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva. A rota não passou pelo Rio Grande do Sul: a Ponte Internacional Tancredo Neves liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na Argentina.
A decisão é de Moraes, relator da investigação que mira Flávio e o advogado Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro. O processo tramita em sigilo. A ordem foi assinada no domingo (25). Na segunda (26), ele disse ter sido abordado pela PF na rua, intimado a entregar os passaportes e informado de que estava proibido de deixar o país.
O prazo era de 24 horas e se completou na manhã de terça (27). Moraes mandou entregar os passaportes brasileiros e o italiano. Ao pedir a medida, a PF citou riscos "concretos e atuais" de fuga.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que o grupo apresentou documentação válida e não teve impedimento legal para entrar no país. Segundo o órgão, Flávio, a esposa e as duas filhas cruzaram a fronteira às 22h50 de terça (27), pela Ponte Tancredo Neves, na província de Misiones. Às 23h30, embarcaram em avião privado rumo a Guayaquil.
A aeronave, um Gulfstream G400 operado pela Baires Fly S.A., decolou de Guayaquil às 6h22 de Brasília. Aliados próximos e uma fonte do governo norte-americano confirmaram à agência Reuters que o senador foi para os Estados Unidos.
Lula classificou o episódio como "ato vergonhoso", segundo a Agência Brasil. A agência também registrou que o coordenador da campanha de Flávio se disse surpreso. A defesa do senador não divulgou posição sobre a viagem.
O pouso em Miami é projeção de rastreamento de voo, e a chegada ainda não foi confirmada oficialmente. A aeronave deve descer no Opa-locka Executive às 10h40, horário de Brasília.
Brasil
Placar parcial é de cinco votos pela revogação e dois contra; o processo estava suspenso por pedido de vista de Luiz Fux desde dezembro de 2025.
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Clima · Fronteira Oeste
Prefeitura contabiliza 41 desabrigados e 176 desalojados, e a Defesa Civil diz que a cheia deve crescer, no mínimo, até sábado (31).
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Mundo
Investigação inicial aponta falha de sinalização; Itamaraty acompanha o caso pelos consulados em Madri e Barcelona.
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Grêmio| Último | D1 x 3 Flamengo |
|---|---|
| Próximo | @ Atlético-MG · sáb 18h00 |
Inter| Último | V1 x 0 Coritiba |
|---|---|
| Próximo | @ Vasco · qui 19h30 |
Brasil
Na quarta (28), a bolsa havia perdido 2,68%, aos 171.006,10 pontos, com ações imobiliárias e de empresas menores entre as mais atingidas.
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Inter
Clube diz que os erros interferiram no 2 a 1 do Fluminense; com 35 pontos, o Colorado pode voltar ao Z-4 e tem um terceiro transfer ban da Fifa, que s
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Economia
Apoio não reembolsável faz parte do pacote Prospera MEI, tem previsão de início em 2027 e prioriza mulheres e MEIs com faturamento de até R$ 40.500 por ano.

RIO GRANDE DO SUL O PixMEI, anunciado pelo governo federal como parte do pacote Prospera MEI, prevê apoio de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais investirem no negócio. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto. Nenhum MEI gaúcho consegue pedir o dinheiro por enquanto.
O PixMEI não é empréstimo. O governo federal descreve o recurso como incentivo não reembolsável, sem devolução e sem juros. Por isso, não há juros nem prazo de pagamento, e o valor de R$ 5 mil é o teto, não uma quantia garantida a cada beneficiário.
O desenho do programa dá prioridade a mulheres empreendedoras e a MEIs com receita bruta anual de até R$ 40.500. Os critérios definitivos de elegibilidade ainda não foram publicados.
O dinheiro deve ir para o negócio, não para despesas pessoais. Entre os usos previstos estão máquinas, ferramentas profissionais, bancadas de trabalho e reforma de veículos utilitários e de entrega. As despesas autorizadas dependem das regras finais.
A iniciativa ainda está em regulamentação. O governo não divulgou data de pagamento, e as inscrições não estão abertas. Também não há canal de solicitação, lista de documentos ou instituições financeiras operadoras divulgados.
A meta oficial é atender cerca de 1 milhão de MEIs em quatro anos, de 2027 a 2030, com até R$ 5 bilhões em investimentos. O programa prevê ainda acompanhamento técnico do Sebrae aos beneficiários. O governo não informou quantos dos selecionados serão do Rio Grande do Sul.
Como não existe inscrição aberta, qualquer link, mensagem ou site que cobre taxa ou peça dados bancários para "liberar" o PixMEI não corresponde a procedimento oficial. As regras, os prazos e o canal de pedido ainda serão publicados pelo governo federal; o FAQ do Prospera MEI está em gov.br/memp.
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Clima · Fronteira Oeste
Prefeitura contabiliza 41 desabrigados e 176 desalojados, e a Defesa Civil diz que a cheia deve crescer, no mínimo, até sábado (31).

FRONTEIRA OESTE O Rio Uruguai voltou a subir em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, e atingiu a cota de alerta. Às 16h45 desta quarta (28), o nível estava 8,33 metros acima do normal, segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB). Em 24 horas, a elevação foi de 60 centímetros.
A cheia já tira gente de casa. A prefeitura contabiliza 41 desabrigados, de 12 famílias, e 176 desalojados, de 69 famílias. Moradores de áreas próximas ao rio devem acompanhar os avisos da Defesa Civil nos próximos dias.
O coordenador municipal da Defesa Civil, Paulo Woutheres, afirmou que a tendência é de crescimento. "Está subindo e deve continuar, no mínimo até sábado", disse.
A Defesa Civil monitora o avanço do rio em Uruguaiana e em toda a região cortada pelo Rio Uruguai.
A MetSul Meteorologia prevê chuva de até 500 milímetros no Noroeste do Rio Grande do Sul. O volume é o novo fator de atenção para quem mora perto do Rio Uruguai.
Segundo o balanço da prefeitura, os desalojados estão em casas de parentes ou conhecidos. Os desabrigados foram levados para dois locais:
A prefeitura e a Defesa Civil atendem as famílias nas áreas de saúde, segurança e assistência social. Os desabrigados têm apoio da 2ª Brigada de Cavalaria Mecanizada do Exército Brasileiro e da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra).
Abrigos: Centro Esportivo Zona Leste (bairro Santo Inácio) e Centro Esportivo Nova Esperança.
Defesa Civil: telefone 199.
Atualização: a MetSul prevê chuva de até 500 milímetros no Noroeste do RS. Os números de desabrigados (41) e desalojados (176) e o nível do rio seguem os da publicação original.
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Polícia
Grupo diz que uma suposta advogada cobrou taxas por atendimentos inexistentes na AIMA; os relatos não citam vítimas gaúchas.

RIO GRANDE DO SUL Um grupo de brasileiros afirma ter sido enganado em um golpe de falsa regularização migratória em Portugal, que somaria € 30 mil, cerca de R$ 168 mil. Uma suposta advogada cobrou pelos procedimentos, mas os agendamentos prometidos na agência de imigração não existiam. Os relatos vieram a público nesta quarta (28).
Para quem pensa em tentar a vida em Portugal, incluindo gaúchos, o alerta é prático: o golpe explora a dificuldade de conseguir data na AIMA, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo.
O cabeleireiro Diego Monteiro desembarcou em Portugal em abril de 2026 sem vistos de trabalho ou estudo e tentava marcar entrevista na AIMA para iniciar o pedido de residência. Sem conseguir datas oficiais, soube da suposta advogada, que se apresentou como funcionária do órgão e prometia rapidez.
Os pagamentos variaram. Diego e uma amiga pagaram € 500 cada um. Diego perdeu R$ 2,8 mil (€ 500).
O grupo diz que a fraude veio à tona numa viagem. Parte dos brasileiros foi convencida de que havia agendamento para recolha de dados biométricos na Associação de Cabo Verde, em Sines, no Alentejo. Ao chegar, descobriram que não existia marcação e ninguém conhecia a mulher.
Os valores vêm dos relatos das vítimas. Uma lista compartilhada pelo grupo traz 27 nomes; 21 deles têm valores ao lado, num total de quase € 18,5 mil, cerca de R$ 110 mil. A cobrança total atribuída à suposta advogada chega a € 30 mil.
Segundo Diego, integrantes do grupo foram à casa da suspeita e chamaram a polícia, que disponibilizou uma ata para registrar denúncias e anexar provas. O órgão policial não é identificado, e não há informação sobre investigação ou processo. A suposta advogada também não é identificada, e os relatos não trazem manifestação dela.
Diego ficou seis meses em Portugal, prazo permitido a turistas, e no fim só tinha dinheiro para a passagem de volta. A amiga que também diz ter sido vítima voltou ao Brasil.
Com base no que as vítimas descrevem, alguns pontos merecem desconfiança antes de qualquer pagamento:
Quem tem dúvida sobre um agendamento deve checar direto com a AIMA antes de pagar ou viajar.
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Cultura
Cerimônia no Teatro Petrobras Carlos Urbim começa às 17h; a 72ª edição, na Praça da Alfândega, vai até 15 de novembro e espera 1,5 milhão de pessoas.

PORTO ALEGRE A 72ª Feira do Livro de Porto Alegre abre nesta sexta-feira (30), às 17h, no Teatro Petrobras Carlos Urbim, na Praça da Alfândega. A edição vai até 15 de novembro, são 17 dias com mais de 700 atividades, visitação diária das 10h às 20h e programação cultural gratuita.
A abertura cai no dia em que a Prefeitura da capital está em ponto facultativo. A administração transferiu para sexta o ponto facultativo do Dia do Servidor, pelo Decreto nº 23.994, publicado no Diário Oficial de Porto Alegre. A medida vale para servidores da administração municipal direta e indireta. O governo do RS também marcou a data: o calendário estadual de 2026 prevê ponto facultativo em 30 de outubro, no lugar do dia 28. Com repartições de folga, quem trabalha no serviço público pode aproveitar a abertura.
A expectativa é de que a feira receba 1,5 milhão de pessoas até o encerramento, segundo o g1.
Os serviços essenciais seguem normalmente. Entre eles estão saúde, abastecimento de água, coleta de lixo, iluminação de vias, vigilância, fiscalização e transporte coletivo. Para balcões de atendimento e outros serviços não essenciais, o melhor é deixar a ida para a terça (3), já que segunda (2) é feriado de Finados. A Prefeitura não informou mudança de horário ou de acesso à feira por causa do ponto facultativo.
A escritora Heloisa Pires Lima é a patrona da edição, a primeira mulher negra no posto, segundo o Brasil de Fato. Entre os convidados anunciados estão Aline Bei, Monja Coen, Márcia Tiburi, Rita von Hunty e Elisa Lucinda.
No sábado (31), as atividades gratuitas no Clube do Comércio começam às 14h, com o painel "Meu Corpo Negro: Negros/Sul-Rio-Grandense". Às 15h30 há a mesa da patrona. Às 16h30 vem o encontro "Um abraço no Caio". Às 17h30, Aline Bei e Julia Dantas falam sobre literatura poética como resistência.
72ª Feira do Livro de Porto Alegre, de 30 de outubro a 15 de novembro, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico. A visitação é diária, das 10h às 20h, e a programação é gratuita. A abertura oficial é na sexta (30), às 17h, no Teatro Petrobras Carlos Urbim. A agenda completa fica nos canais da Câmara Rio-Grandense do Livro, organizadora do evento, e pode sofrer alterações.
Atualização: a matéria passou a informar que a feira terá mais de 700 atividades em 17 dias e expectativa de público de 1,5 milhão de pessoas, segundo o g1. O texto também foi ajustado para refletir que a abertura é nesta sexta.
Geral
PORTO ALEGRE A fotógrafa, pesquisadora e historiadora Irene de Figueiredo Santos morreu na terça-feira (27), aos 78 anos, em Porto Alegre. Ela nasceu na capital gaúcha e dedicou a carreira à imagem, à pesquisa histórica e à valorização da cultura afro-brasileira. A morte foi confirmada na quarta (28) pelo Coletivo Almas Retintas, e a causa não foi divulgada.
Em Porto Alegre, Irene deixa o registro visual da população negra da cidade. O trabalho de Irene reuniu fotografias e relatos de famílias que tiveram pouco espaço nos registros oficiais da capital.
Nascida em 1947, Irene se formou em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Definia-se como fotógrafa autodidata e passou a vida unindo fotografia e investigação histórica. Criou uma linguagem própria, voltada às pessoas, às expressões culturais e à memória coletiva.
Segundo o Jornal do Comércio, ela trabalhou como fotógrafa a partir dos anos 1970 e é considerada um dos nomes mais importantes da fotografia no Rio Grande do Sul.
Entre os trabalhos principais está o livro Negro em Preto e Branco: História Fotográfica da População Negra de Porto Alegre, publicado em 2005. A obra reúne imagens e relatos sobre famílias negras e suas trajetórias.
Em entrevista ao Brasil de Fato, em 2021, Irene afirmou que as fotografias ajudavam a documentar a existência e a trajetória da população negra numa sociedade marcada pelo racismo. Ela também assinou o webdocumentário Outros Carnavais: Memória do Carnaval de Rua de Porto Alegre, 1930-1969, além de exposições e peças teatrais.
Neste ano, a exposição A Força da Memória, no Museu da UFRGS, voltou a mostrar a importância da produção histórica e artística dela.
A jornalista Jeanice Ramos, do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, disse: "Irene foi uma referência na fotografia do Rio Grande do Sul."
A despedida de Irene ocorre nesta quinta (29), segundo o Jornal do Comércio.
Cultura
RIO GRANDE DO SUL A pré-venda do Planeta Atlântida 2027 começa nesta quarta-feira (28), às 10h, exclusiva para clientes com cartão de crédito Banrisul Mastercard. Na quinta (29), a venda também vale para quem tem cartões Banrisul Visa e Mastercard.
Quem não tem cartão Banrisul vai ter de esperar. A venda para o público em geral será anunciada em breve. A organização ainda não divulgou os preços dos ingressos.
A compra deve ser feita na plataforma oficial Uhuu. O endereço deve ser digitado direto no navegador, sem passar por links recebidos em mensagem ou rede social. A organização não indicou outro canal de venda, e revendedores não são autorizados.
Cada CPF pode adquirir até quatro entradas, com parcelamento em até dez vezes sem juros. A política de troca e reembolso e o prazo de entrega não foram informados. Leia os termos da Uhuu antes de fechar o pedido.
Os setores Arena, Camarote, Rooftop Open Bar, Premium e Terraço terão ingressos nas modalidades inteira e meia-entrada. Premium, Rooftop Open Bar e Terraço Atlântida são destinados a maiores de 18 anos.
Menores de 14 anos não podem entrar no festival, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis. A edição também estreia o Planeta Club, com benefícios e experiências especiais para os integrantes.
O Planeta Atlântida será realizado nos dias 29 e 30 de janeiro de 2027, na sede campestre da Saba, na praia de Atlântida, no litoral norte do Rio Grande do Sul. O conceito da edição é "Pra sempre ou só por um momento", inspirado em um trecho de "Outra Noite Que Se Vai", de Armandinho. A programação de artistas ainda não foi anunciada.
Serviço. Pré-venda para clientes Banrisul Mastercard: quarta-feira (28), às 10h. Ampliação para Banrisul Visa e Mastercard: quinta-feira (29). Compra somente na plataforma Uhuu, com até quatro ingressos por CPF e pagamento no cartão em até 10 vezes sem juros. O festival acontece nos dias 29 e 30 de janeiro de 2027, na Saba, na praia de Atlântida, no Litoral Norte.
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Grêmio| Último | D1 x 3 Flamengo · Brasileirão |
|---|---|
| Próximo | @ Atlético-MG · sáb 07/11 · 18:00 · Copa do Brasil |
Inter| Último | V1 x 0 Coritiba · Brasileirão |
|---|---|
| Próximo | @ Vasco · qui 19/11 · 19:30 · Brasileirão |
Grêmio
Tricolor abre a 33ª rodada na 17ª posição, com 34 pontos, às 21h30 desta quinta (29), na Arena; o Inter, logo acima, questiona três lances da derrota para o Fluminense.

RIO GRANDE DO SUL O Grêmio joga nesta quinta-feira (29), às 21h30, na Arena, em Porto Alegre, contra o Athletico-PR, pela 33ª rodada do Brasileirão. O Tricolor entra em campo ainda dentro da zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 34 pontos, a apenas um ponto do Internacional, que abre a zona de permanência.
Uma vitória pode tirar o Grêmio do Z-4 e embaralhar a parte de baixo da tabela, onde o Inter aparece logo acima. O jogo desta noite é o primeiro de seis que restam ao clube no campeonato.
O Inter, vizinho de tabela do Grêmio, levará à CBF três lances de arbitragem da derrota para o Fluminense, segundo a imprensa esportiva. O clube colorado quer que a entidade analise as decisões do jogo. O resultado manteve o Inter dentro da briga contra o rebaixamento, a um ponto do Grêmio.
Na segunda-feira (26), pela 32ª rodada, o Grêmio superou o Coritiba por 1 a 0, com gol nos acréscimos de Braithwaite no Couto Pereira, e encerrou um jejum de sete jogos sem vencer na competição. Foi também o primeiro triunfo da equipe como visitante no Brasileirão.
O treinador Renato Portaluppi deve manter a base que venceu em Curitiba. Terá desfalques por lesão: Diego Caíto, Danilo Barbosa, Nardoni, João Borne e Jovane Cabral estão fora. A provável escalação tem Weverton; Gustavo Martins, Balbuena, Wallace e Kannemann; João Pedro, Villasanti, Noriega e Marlon; Pavon, Carlos Vinícius e Amuzu.
O Athletico-PR chega com 54 pontos, em quarto lugar, na disputa por vaga direta na Libertadores. O atacante Viveros lidera a artilharia da Série A, de forma isolada, com 21 gols. O técnico Odair Hellmann não conta com os suspensos Gilberto e Jadson, nem com Claudinho, que se recupera de cirurgia.
Pelo calendário da reta final, o Grêmio ainda enfrenta Flamengo (fora), Bahia (em casa), Santos (fora), Corinthians (fora) e Mirassol (em casa).
Grêmio x Athletico-PR – 33ª rodada do Brasileirão. Quinta-feira (29), às 21h30, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.
Atualização: entrou o desdobramento do Inter, que vai à CBF por três lances de arbitragem na derrota para o Fluminense, e o título e a linha fina foram ajustados.
Inter
Clube diz que os erros interferiram no 2 a 1 do Fluminense; com 35 pontos, o Colorado pode voltar ao Z-4 e tem um terceiro transfer ban da Fifa, que só pesa nas próximas janelas.

RIO GRANDE DO SUL O Inter perdeu por 2 a 1 para o Fluminense na quarta-feira (28), no Maracanã, pela 33ª rodada do Brasileirão. Alan Patrick abriu o placar para o Colorado no início do segundo tempo, Hércules empatou e Lucho Acosta virou aos 51 minutos, no último lance do jogo.
Para o torcedor gaúcho, a derrota pesa na briga contra o rebaixamento. O Inter fica com 35 pontos e pode terminar a rodada no Z-4. Basta uma vitória de Grêmio ou Corinthians para o Inter voltar à zona de rebaixamento. Além disso, Alan Patrick e Thiago Maia aguardam exames e são dúvidas para o próximo jogo, contra o Coritiba. Vitinho é a opção cogitada para a vaga do meia.
Depois do jogo, o clube anunciou que apresentará reclamação formal à CBF. O Inter contesta um possível pênalti em Ronaldo e dois lances envolvendo o lateral Renê, do Fluminense: uma entrada que terminou em cartão amarelo e uma falta posterior em Bruno Gomes, sem o segundo cartão. Em nota, o clube afirmou que os lances interferiram diretamente no resultado.
O árbitro principal foi Lucas Casagrande. Heber Roberto Lopes atuou no VAR.
A queixa formal se soma às críticas públicas do técnico Eduardo Baptista, do meia Alan Patrick e do presidente Alessandro Barcellos, que cobram explicações sobre os lances contestados.
Dirigentes do clube também passaram a defender que jogos decisivos do Brasileirão sejam apitados por árbitros mais experientes. O pedido vem num momento em que o Inter disputa a permanência na Série A com Grêmio e Corinthians.
Em análise publicada nesta quinta (29), o colunista Diori Vasconcelos, da GZH, classificou como grave um erro de arbitragem de Casagrande. A avaliação vai na mesma direção da reclamação colorada.
Antes da rodada, o Inter tinha 35 pontos, o Grêmio 34 e o Corinthians 33. O Grêmio recebe o Athletico-PR nesta quinta (29), às 21h30, na Arena. O Corinthians enfrenta o Mirassol na sexta (30), às 20h, na Neo Química Arena. Uma vitória gremista leva o rival a 37 pontos, dois a mais que o Inter. Se o Corinthians vencer, chega a 36.
Antes de entrar em campo, o Inter ocupava o 16º lugar, primeira posição fora do Z-4, com um ponto de vantagem sobre o Grêmio.
O técnico Eduardo Baptista escalou o Inter com Kauan Jesus; Bruno Gomes, Maripán e Juninho; Aguirre, Ronaldo, Thiago Maia e Matheus Bahia; Bernabei, Alan Patrick e Alerrandro.
Alan Patrick abriu o placar logo no início do segundo tempo. Villagra entrou no lugar de Thiago Maia na etapa final, e Vitinho também foi a campo. O Fluminense, que briga por vaga na Libertadores, buscou o empate com Hércules e foi atrás da vitória.
O gol decisivo saiu nos acréscimos. Guga cruzou, Castillo finalizou, o goleiro Kauan Jesus defendeu e Lucho Acosta marcou no rebote.
Kauan Jesus foi titular porque Matheus Cunha estava fora com trauma no cotovelo direito, e Anthoni nem foi relacionado. Gabriel Mercado, Villagra e Vitinho voltaram a ficar à disposição depois de cumprir suspensão automática, mas nenhum dos três começou jogando.
Alan Patrick deixou o campo aos 43 minutos do segundo tempo com dor na coxa, a mesma região de uma lesão recente. Ele disse esperar que o problema não seja grave.
Nesta quinta (29), o Inter informou que espera os resultados dos exames do meia, capitão da equipe, e de Thiago Maia para saber se poderá contar com a dupla contra o Coritiba. Se Alan Patrick não tiver condições, Vitinho é apontado como alternativa para a vaga, o que daria uma primeira pista de como o meio-campo pode ser reorganizado. A definição depende dos exames. O clube ainda não divulgou diagnóstico nem prazo de retorno.
Fora de campo, o Inter sofreu o terceiro transfer ban da Fifa, que impede o clube de inscrever reforços até a quitação das dívidas. A punição mais recente envolve a compra de 50% dos direitos econômicos do volante Benjamin Arhin, do Dansoman Wise, de Gana.
Como a janela de transferências está fechada, a sanção não altera nenhum registro agora. O problema aparece nas próximas janelas, caso a dívida continue em aberto.
Segundo a revista Placar, o negócio foi fechado por 140 mil euros, divididos em oito parcelas de 17,5 mil euros. Quatro pagamentos estão pendentes. As outras duas sanções vigentes estão ligadas às contratações de Juninho e Ramon.
O clube só poderá voltar a registrar reforços depois de pagar os valores cobrados nas três negociações.
O Inter ainda joga cinco vezes no campeonato. O Colorado volta a campo contra o Coritiba, pela 34ª rodada, no Beira-Rio, na terça-feira (3), às 21h30.
Atualização: a matéria passou a informar que o transfer ban da Fifa não tem efeito imediato, porque a janela de transferências está fechada, mas a dívida com o Dansoman Wise precisa ser resolvida para não travar o registro de reforços nas próximas janelas.
Grêmio
RIO GRANDE DO SUL O Vasco negocia a contratação do atacante Carlos Vinícius, do Grêmio, para 2027, segundo informações divulgadas nesta quarta (28) pelo ge e por outros veículos. O clube carioca quer assinar um pré-contrato, e até agora não há vínculo assinado, embora exista otimismo no Cruz-Maltino.
Para o torcedor gremista, o ponto central é o prazo. O vínculo do jogador com o Grêmio termina em dezembro, o que permitiria a chegada ao Rio sem custos de transferência. Se não renovar, o Grêmio perde o atacante sem receber nada.
A proposta do Vasco prevê luvas, premiações por metas e salário superior ao atual no Grêmio. Os valores não foram divulgados.
Grêmio e o estafe do jogador conversaram sobre renovação, mas não houve acordo para estender o contrato. O clube não se manifestou oficialmente sobre a negociação com o Vasco nem informou se aceitaria negociar uma saída antes do fim do vínculo.
Em entrevista, Carlos Vinícius negou qualquer pré-contrato para 2027. Ele afirmou: "Toda semana sai uma situação sobre pré-contrato, e eu ainda não assinei pré-contrato com ninguém".
O atacante pretende tratar de acordo somente depois do Campeonato Brasileiro.
Inter
RIO GRANDE DO SUL O Fluminense venceu o Internacional de virada por 2 a 1, nesta quarta-feira (28), no Maracanã, pela 33ª rodada do Brasileirão. O Colorado saiu na frente com Alan Patrick, mas Hércules e Lucho Acosta viraram a partida.
O Inter fica com 35 pontos e continua em 16º, primeira posição fora da zona de rebaixamento.
O primeiro tempo foi sem gols. No intervalo, Vitinho entrou no lugar de Bernabei no Inter.
Logo no começo da segunda etapa, Vitinho tocou para Matheus Bahia, que foi pela esquerda e achou Alan Patrick. O camisa 10 chutou cruzado e abriu o placar com um minuto de jogo.
Hércules empatou aos 33 minutos do segundo tempo. Depois de uma falta cobrada por Renê, a bola sobrou para o volante, que finalizou de primeira.
No último minuto, Lucho Acosta tocou para Guga e correu para a área. O lateral cruzou, Castillo finalizou, o goleiro defendeu, e Acosta marcou no rebote. O árbitro foi Lucas Casagrande.
O Fluminense segue em quinto, com 54 pontos. A vitória encerrou uma sequência de três jogos sem vencer no Brasileirão para o time carioca.
Para o Inter, a derrota mantém a 16ª posição. O time volta a campo na próxima rodada.
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Inter
RIO GRANDE DO SUL O Internacional enfrenta o Fluminense nesta quarta (28), às 19h30, no Maracanã, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Para o torcedor colorado, o jogo vale distância da degola. O Inter é o 16º, com 35 pontos, e saiu da zona de rebaixamento ao vencer o Botafogo por 3 a 0, no Beira-Rio. Uma vitória no Rio levaria a equipe a 38 pontos.
O Tricolor carioca perdeu por 2 a 1 para a Chapecoense e segue em quinto, com 51 pontos.
Marcão comanda o Fluminense e Eduardo Baptista, o Inter.
Do lado colorado, o técnico Eduardo Baptista recupera Gabriel Mercado, Villagra e Vitinho, que cumpriram suspensão automática. No gol, o jovem Kauan Jesus ganha sequência, e Alerrandro segue como referência de ataque. O árbitro é Lucas Casagrande.
Jogo: Fluminense x Internacional, 33ª rodada do Brasileirão. Quando: quarta (28), às 19h30 (de Brasília). Onde: Maracanã, Rio de Janeiro. Como assistir: TV Record (aberta), CazéTV (YouTube) e Premiere (pay-per-view).
Brasil
Senador, alvo de inquérito por suspeita de lavagem de dinheiro, se diz "verdadeiro presidente eleito" dois dias depois de perder para Lula.

BRASIL O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a família seguem nesta quarta (28) para Miami, nos Estados Unidos, em voo privado que saiu de Guayaquil, no Equador. A viagem ocorreu depois de ele não entregar à Polícia Federal os passaportes exigidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A aeronave, monitorada pelo FlightAware, tem previsão de pouso por volta das 10h20, no horário de Brasília. Outra projeção do FlightAware indica 10h40 no aeroporto Opa-locka Executive.
O senador pelo Rio de Janeiro está fora do país, sem ter entregado os documentos, dois dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva. A rota não passou pelo Rio Grande do Sul: a Ponte Internacional Tancredo Neves liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na Argentina.
A decisão é de Moraes, relator da investigação que mira Flávio e o advogado Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro. O processo tramita em sigilo. A ordem foi assinada no domingo (25). Na segunda (26), ele disse ter sido abordado pela PF na rua, intimado a entregar os passaportes e informado de que estava proibido de deixar o país.
O prazo era de 24 horas e se completou na manhã de terça (27). Moraes mandou entregar os passaportes brasileiros e o italiano. Ao pedir a medida, a PF citou riscos "concretos e atuais" de fuga.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que o grupo apresentou documentação válida e não teve impedimento legal para entrar no país. Segundo o órgão, Flávio, a esposa e as duas filhas cruzaram a fronteira às 22h50 de terça (27), pela Ponte Tancredo Neves, na província de Misiones. Às 23h30, embarcaram em avião privado rumo a Guayaquil.
A aeronave, um Gulfstream G400 operado pela Baires Fly S.A., decolou de Guayaquil às 6h22 de Brasília. Aliados próximos e uma fonte do governo norte-americano confirmaram à agência Reuters que o senador foi para os Estados Unidos.
Lula classificou o episódio como "ato vergonhoso", segundo a Agência Brasil. A agência também registrou que o coordenador da campanha de Flávio se disse surpreso. A defesa do senador não divulgou posição sobre a viagem.
O pouso em Miami é projeção de rastreamento de voo, e a chegada ainda não foi confirmada oficialmente. A aeronave deve descer no Opa-locka Executive às 10h40, horário de Brasília.
Brasil · afeta o RS
BRASIL O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta (28) o julgamento da ADI 6336, que discute se foi válido acabar com a isenção parcial da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas do serviço público com doenças graves ou incapacitantes. O Supremo incluiu a continuidade do julgamento na pauta dos dias 28 e 29 de outubro.
A decisão vale para o país inteiro e pode atingir servidores gaúchos nas mesmas condições. O regime próprio do Estado, administrado pelo IPE Prev, tinha 300.770 segurados e beneficiários em junho de 2026, entre eles 165.737 aposentados e demais inativos e 45.345 pensionistas. Não há contagem pública de quantos desses têm doença incapacitante.
O dispositivo permitia que servidores aposentados com doenças incapacitantes contribuíssem só sobre a parcela da aposentadoria acima do dobro do teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Com o teto do RGPS em R$ 8.475,55, o dobro corresponde a R$ 16.951,10.
Com a revogação, esses aposentados passaram a contribuir sobre tudo o que ultrapassa o teto único do RGPS, na mesma regra dos aposentados saudáveis. A mudança veio com a Reforma da Previdência de 2019. A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) questiona no STF a revogação do parágrafo 21 do artigo 40 da Constituição.
O pedido de vista do ministro Luiz Fux suspendeu o julgamento em sessão de 18 de dezembro de 2025. Até ali, cinco votos eram pela revogação da isenção e dois contra.
O relator, ministro Edson Fachin, votou contra a revogação. Ele afirmou que a imunidade do duplo teto não era mero favor fiscal, e sim medida de equiparação e tratamento isonômico. A ministra aposentada Rosa Weber acompanhou o relator.
O ministro aposentado Luís Roberto Barroso considerou válida a revogação, e o voto dele foi mantido. Os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques e Alexandre de Moraes acompanharam esse entendimento. A tese é que a proteção da norma revogada ia além do indispensável para uma existência digna.
A Anamatra sustenta que a revogação viola a vedação ao retrocesso social, a dignidade e a proteção à subsistência de quem tem doença grave. Para a entidade, o poder constituinte derivado não pode suprimir benefício voltado a grupo vulnerável.
A Advocacia-Geral da União (AGU) defende que a reforma buscou dar sustentabilidade aos regimes próprios de servidores e que houve redução da imunidade, não supressão total.
A decisão final terá impacto direto sobre os descontos de aposentados e pensionistas do serviço público com doenças graves em todo o país. O STF não divulgou estimativa do impacto financeiro para União, estados e municípios.
O julgamento ocorre no Plenário do STF, em Brasília, nas sessões de 28 e 29 de outubro. As sessões são transmitidas pela TV Justiça e pelo canal do STF no YouTube. O andamento da ADI 6336 pode ser consultado no portal do tribunal, em stf.jus.br.
Brasil
BRASIL O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 1% nesta quinta (29) e fechou abaixo de 170 mil pontos. É o quarto pregão seguido de perdas.
Quem tem dinheiro em ações ou fundos de ações vê o patrimônio encolher pelo quarto dia consecutivo. A sequência vem depois de uma queda mais forte na véspera.
Na quarta (28), o índice caiu 2,68% e fechou aos 171.006,10 pontos. O dólar comercial teve leve baixa de 0,19% e terminou cotado a R$ 5,34.
As incertezas sobre a política fiscal do governo mantiveram os investidores cautelosos. O clima negativo veio mesmo com a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, de manter os juros inalterados.
Aquele pregão terminou no patamar mais baixo desde 20 de agosto, quando o Ibovespa fechou aos 167.927,15 pontos. Ao longo do dia, o índice oscilou entre a mínima de 170.162,48 pontos e a máxima de 175.711,22 pontos.
As perdas atingiram vários setores. Foram mais fortes entre as empresas mais sensíveis às condições da economia brasileira, como as do setor imobiliário, e entre as companhias de menor porte.
Atualização: o texto foi atualizado com o fechamento desta quinta (29): queda de 1%, quarta baixa seguida e índice abaixo de 170 mil pontos. Os números do mês e do dólar são os de quarta (28).
Brasil
BRASIL O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu em público a "pacificação" do país depois da eleição presidencial. Aliados dele dizem que o senador avalia propor um indulto ou uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Isso apareceu em reportagens publicadas nesta quarta (28).
Por enquanto, não há decisão nem proposta formal. O que existe é um plano atribuído a interlocutores, que depende de Lula, do Congresso e do cenário político. Um indulto sairia de uma canetada do presidente da República. Uma anistia precisaria passar pelas duas Casas do Congresso.
Na noite de domingo (25), depois do resultado do segundo turno, Alcolumbre falou na residência oficial do Senado, ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo a Agência Senado, ele disse: "Nós temos uma responsabilidade redobrada, do ponto de vista do Parlamento, de dar as respostas. E o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, contará com um Congresso altivo, voltado à pacificação."
Na fala registrada pelo Senado, Alcolumbre não menciona indulto nem anistia.
De acordo com a Folha de S.Paulo, que ouviu dois aliados, a Folha relata que Alcolumbre pretende propor indulto ou anistia a Bolsonaro para atrair o apoio da direita à reeleição dele no comando do Senado. Pelo relato, o primeiro passo seria uma conversa com Lula sobre um indulto humanitário.
Se Lula recusar, Alcolumbre buscaria aprovar uma anistia no Congresso, segundo os aliados. O tema não teria sido tratado no encontro entre Lula, Alcolumbre e Motta na segunda (26).
A CNN Brasil informou que não há articulação fechada nem formato definido. Outros veículos relatam que o senador pretende esperar a redução das tensões do período eleitoral antes de começar as conversas. Aliados também ligam o avanço do plano ao desfecho da saída de Flávio Bolsonaro (PL) do país.
A Folha também publicou que a ideia ajudaria a reduzir a pressão da oposição pelo impeachment de ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou Bolsonaro.
A Constituição dá caminhos diferentes para cada medida.
A Constituição também veda graça e anistia para crimes como tortura, tráfico de drogas, terrorismo e crimes hediondos. Os crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado não estão nessa lista, mas o alcance de um perdão a eles poderia acabar no STF.
Sobre a inelegibilidade de Bolsonaro, que decorre de decisão da Justiça Eleitoral e é separada da condenação criminal, os relatos dizem que aliados discutem limitar uma eventual anistia à esfera penal. Nessa versão, ela não restauraria os direitos políticos. Isso é uma ideia atribuída a interlocutores, não um texto em tramitação.
A oposição cobrou a votação de uma anistia nesta legislatura, mas Alcolumbre articulou uma alternativa que reduz as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro. Essa é a frente da dosimetria, que não perdoa a condenação.
Do lado da direita, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) rejeitou um acordo político em torno da anistia, segundo a coluna Painel, da Folha. O Planalto e o STF não se manifestaram oficialmente sobre uma proposta de perdão a Bolsonaro.
Não há projeto de anistia ligado a essa articulação nem votação marcada no Senado ou na Câmara. A bancada gaúcha, com três senadores e 31 deputados federais, só entraria na decisão se um texto for protocolado. O próximo passo, segundo os relatos, é uma conversa de Alcolumbre com Lula, sem data definida.
Brasil
BRASIL O governo federal anunciou nesta quarta-feira (28) que vai reforçar a investigação de casos de violência política ocorridos após o segundo turno da eleição presidencial. Ao todo, foram contabilizados 45 episódios, incluindo 10 homicídios, atribuídos à intolerância por posição eleitoral. As agressões foram registradas entre sábado (24) e a noite de domingo (25). Antes, o resultado deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo o ministro Guilherme Boulos, os estados com mais registros são Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina, nessa ordem. O governo não divulgou o número de casos por estado nem informou se há ocorrências no Rio Grande do Sul.
Os detalhes foram apresentados por Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e por integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em entrevista coletiva. Os casos somam 47 vítimas. São 10 mortes, três de indígenas; sete atropelamentos intencionais; 14 agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos; cinco disparos ou atentados com arma de fogo; cinco casos de violência e coação contra povos indígenas; e seis abusos de autoridade e violência policial.
Segundo o ministro, as vítimas seriam apoiadores de Lula, e os autores, apoiadores do candidato derrotado. Boulos prometeu resposta. "Não haverá impunidade nesses casos", afirmou, e acrescentou que a derrota eleitoral não pode ser pretexto para assassinatos.
Os crimes comuns, como homicídio e lesão corporal, seguem sob investigação das polícias estaduais. A Polícia Federal (PF) atua nos inquéritos de competência federal, como crimes eleitorais. O governo disse que vai articular a ação com a Procuradoria-Geral da República, a Procuradoria-Geral Eleitoral e os Ministérios Públicos. Também prevê acionar corregedorias quando houver suspeita de envolvimento de agentes públicos.
Um integrante do MJSP afirmou que já há dezenas de inquéritos instaurados e todas as denúncias estão sendo apuradas. O governo também citou a responsabilidade das plataformas digitais. Os crimes estão no rol dos especialmente graves do decreto presidencial, e as redes têm o dever de retirar esses conteúdos de circulação.
O governo não divulgou a lista dos dez mortos nem a fase de cada investigação. Um dos casos já noticiados é o de Santos (SP). O engenheiro Marcelo de Oliveira da Rocha, de 30 anos, morreu no domingo, depois de ser espancado na madrugada de sábado. Ele voltava de um ato político e usava adesivo de apoio a Lula. A Polícia Civil trata o caso como latrocínio, e a motivação política ainda não está comprovada.
Os próximos passos são os inquéritos em andamento nas polícias estaduais e na PF, além do encaminhamento de denúncias ao Ministério Público, conforme o governo.
Mundo
Investigação inicial aponta falha de sinalização; Itamaraty acompanha o caso pelos consulados em Madri e Barcelona.

MUNDO Dois trens de alta velocidade, um AVE da Renfe e um da operadora privada Iryo, colidiram na quarta-feira (28) na província de Toledo, na Espanha. BBC e Reuters informam que o acidente deixou ao menos 68 mortos. Mais cedo, o presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, havia citado 64 vítimas fatais. A colisão ocorreu pela manhã, entre Urda e Los Yébenes.
Para quem tem parente ou amigo viajando pela Espanha, inclusive no Rio Grande do Sul, a dúvida é se há brasileiros entre as vítimas. O Ministério das Relações Exteriores informou que monitora o caso pelos consulados do Brasil na Espanha, para dar assistência a brasileiros eventualmente afetados. O Itamaraty não informou se há brasileiros entre os mortos ou feridos.
O governo espanhol decretou três dias de luto nacional. Nesta quinta (29), as equipes de resgate seguiram trabalhando entre os destroços, e os socorristas ainda buscavam possíveis sobreviventes, segundo a Reuters.
García-Page advertiu que o número de mortos tende a crescer e citou cerca de 80 feridos de diversa gravidade. Segundo o balanço do governo regional, ao menos 80 pessoas foram atendidas, 50 delas em estado grave.
Quase 60 feridos foram levados a hospitais de Toledo, Alcázar, Ciudad Real, Albacete e Madri. A porta-voz do governo de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, afirmou na quarta que todos os feridos já haviam sido retirados dos trens e que as equipes trabalhavam na retirada dos corpos.
A investigação inicial, citada pela Reuters, indica que uma falha de sinalização levou à autorização para um trem seguir em velocidade normal enquanto outro estava parado à frente. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, havia chamado de "inexplicável" a decisão do centro de controle de autorizar o AVE a retomar a marcha. A Meteored afastou "totalmente" o tempo como fator.
É o segundo acidente grave com trens de alta velocidade na linha entre Madri e Andaluzia em menos de um ano. Em 18 de janeiro, um trem Iryo descarrilou em Adamuz, em Córdoba, e invadiu a via contígua, onde passava outro trem. O balanço inicial do episódio chegou a 39 mortos e cerca de 100 feridos. Nenhuma das fontes consultadas aponta ligação entre os dois casos.
Policiais e guardas civis espanhóis suspenderam temporariamente os protestos trabalhistas em sinal de respeito às vítimas. A Adif, gestora da infraestrutura, suspendeu a circulação de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia.
Brasileiros na Espanha em situação de emergência podem ligar para os plantões dos consulados: Barcelona, +34 659 078 057; Madri, +34 677 547 004. Quem tem familiar viajando no país pode buscar informações pelos mesmos números.
Atualização: entraram o decreto de três dias de luto nacional, a informação da Reuters de que a investigação inicial aponta falha de sinalização e a continuidade das buscas por possíveis sobreviventes nesta quinta (29). O balanço segue em ao menos 68 mortos.
Mundo
MUNDO Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas na terça-feira (3) para as eleições legislativas de meio de mandato, que definem se o presidente Donald Trump mantém a maioria no Congresso. Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 do Senado.
A votação tem efeito direto na agenda do governo americano e, por tabela, na relação com o Brasil. Trump usou o último trecho da campanha para voltar a insinuar, sem apresentar provas, que a eleição brasileira foi fraudada.
Em comício no Texas, na terça-feira (27), Trump falava do Partido Democrata e de um pacote legislativo que criaria novas exigências para o voto, segundo a Folhapress. Ele chamou os democratas de maiores manipuladores de eleições da história e emendou que o Brasil também estava fazendo "um bom trabalho". Depois, afirmou que não apoiou nenhum lado, mas "Não pareceu muito bom".
Foi a segunda vez em dois dias. Na segunda-feira (26), Trump disse a jornalistas que a votação parecia ter sido fraudada e criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar por duas horas o horário de votação no segundo turno. Na ocasião, ele disse que gosta de Lula e se dá bem com o petista.
Lula foi reeleito no domingo (25). A vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL), candidato apoiado por Trump e pelo secretário de Estado Marco Rubio, ficou em cerca de 4,4 milhões de votos.
Segundo o SBT News, o governo Lula disse não estar preocupado, e fontes do Planalto e do Itamaraty avaliam que a fala não exige reação neste momento. A postura só muda se houver nova investida de Trump. Se isso ocorrer, o governo indica que usará relatórios do Carter Center e da OEA para rebater a tese de fraude, segundo o ICL Notícias.
Já Celso Amorim, assessor de Lula para assuntos internacionais, respondeu em entrevista ao G1. Disse que Trump está mal informado e apontou contradição em criticar a eleição e, ao mesmo tempo, dizer que gosta de Lula.
Com a Câmara inteira em votação, o resultado mostra se o presidente segue com maioria para aprovar projetos e orçamento. No Senado, a maioria pesa em indicações e confirmações. Perder uma das duas Casas tende a travar propostas do governo e dar à oposição poder sobre comissões e investigações. É nesse cenário que Trump faz campanha com o discurso de fraude eleitoral, tema do pacote de exigências para o voto que os democratas barraram.
A eleição americana será na terça (3), e a apuração começa depois do fechamento das urnas nos estados. O Planalto deve acompanhar o resultado e os próximos passos de Trump sobre o Brasil.
Mundo
MUNDO O bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu lidera a contagem da eleição israelense de terça-feira (27), mas não alcança a maioria no Parlamento. Projeções citadas pela agência AP nesta quinta (29) dão 53 cadeiras ao bloco de Netanyahu, 48 à oposição e 19 aos partidos árabes. Na quarta (28), com 84,5% das urnas apuradas, os dados parciais da Comissão Eleitoral Central indicavam 54, 49 e 17.
O resultado ainda não diz quem vai governar Israel. A Knesset tem 120 cadeiras, e a maioria exige 61. O bloco de Netanyahu, de direita e religioso, ficou oito cadeiras aquém do necessário. A decisão passa agora por negociação de coalizão, com efeito sobre a guerra em Gaza e a relação de Israel com os Estados Unidos. A CNBC informou que títulos e o xequel israelenses recuaram com o impasse.
O chefe da comissão eleitoral pediu ao Shin Bet, o serviço de segurança interna de Israel, que investigue alegações de interferência estrangeira na eleição. Não há detalhes públicos sobre o que seria apurado nem sobre quem estaria por trás das alegações.
As listas de maioria árabe, entre elas Lista Conjunta e Ra'am, aparecem com 19 cadeiras nas projeções mais recentes, um recorde. Na atualização anterior da Comissão Eleitoral, eram 17. Em contagens ainda mais antigas, a projeção era de 13 assentos para a Lista Conjunta e seis para a Ra'am.
A aritmética favorece a oposição, mas depende dos árabes. Somados, os 48 assentos da oposição e os 19 dos partidos árabes chegam a 67, contra 53 de Netanyahu. Nenhum acordo foi anunciado.
O caminho tem obstáculos. Gadi Eisenkot, do partido Yashar, que lidera o bloco de oposição, estabeleceu condições para qualquer parceiro de governo, como reconhecer Israel como Estado judeu e Hamas como organização terrorista a ser desmantelada. É improvável que a maioria dos parlamentares árabes aceite esses termos. Já o presidente da Lista Conjunta afirmou que seu grupo está pronto para abrir caminho para derrubar o governo de Netanyahu. A CNN registra que o apoio árabe poderia vir de fora do gabinete, sem ministérios.
Eisenkot declarou vitória. Segundo a AFP, ele afirmou que uma segunda eleição seria um erro e prometeu agir "rapidamente" para montar uma coalizão.
Netanyahu, segundo relatos da imprensa internacional, prometeu formar um novo governo e rejeita depender de votos árabes.
A apuração final deve levar vários dias. A posse da nova Knesset está prevista para 10 de novembro. Com o resultado oficial, o presidente de Israel consulta os partidos e entrega a um deputado o primeiro mandato para formar governo.
Atualização: em 29 de outubro, as projeções citadas pela AP passaram a 53 cadeiras para Netanyahu, 48 para a oposição e 19 para os partidos árabes, e a distância para a maioria subiu de sete para oito cadeiras. A comissão eleitoral pediu ao Shin Bet que investigue alegações de interferência estrangeira, e a posse da nova Knesset está prevista para 10 de novembro.
Mundo
MUNDO Um drone russo atingiu uma plataforma da principal estação ferroviária de Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, nesta quinta (29). Ao menos 14 pessoas morreram e cinco ficaram feridas, segundo autoridades ucranianas citadas pela Reuters. A empresa ferroviária estatal disse que um trem suburbano se preparava para partir rumo a Zaporizhzhia quando ocorreu o ataque.
Outras cinco pessoas morreram em ataques a Chernihiv e Kremenchuk, o que eleva o balanço do dia para ao menos 19 mortos. Em Chernihiv, 23 pessoas ficaram feridas. A Rússia afirmou que a trégua humanitária de seis dias vale apenas para a região de Kherson, e ela termina no domingo (1º), à noite.
Kharkiv, no nordeste do país, também segue sob ataque. Na noite de terça (27), outro drone russo atingiu um prédio de apartamentos no distrito de Osnovianskyi e deixou cinco feridos, entre eles um menino de 4 anos, informou o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia.
Os ataques às duas cidades ocorreram no mesmo dia da estação de Dnipro. Em Chernihiv, além dos 23 feridos, as autoridades ucranianas seguem atualizando o balanço. Os mortos de Dnipro, Chernihiv e Kremenchuk compõem o total de 19 divulgado nesta quinta.
A Rússia declarou que a trégua humanitária se aplica somente à região de Kherson. As demais áreas, incluindo as cidades atacadas nesta quinta, ficam fora do acordo, segundo a versão russa. O prazo termina no domingo (1º), à noite.
Os ataques acontecem enquanto avançam os preparativos para uma nova rodada de negociações. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defende que a Europa seja incluída nas conversas de paz de novembro.
Forças russas atacaram Kiev com mísseis balísticos pouco antes das 23h de quinta (29), segundo autoridades locais. A administração militar da capital informou que uma pessoa morreu, prédios foram atingidos e um incêndio foi provocado. O relato consta em resumo da Reuters divulgado em 30 de outubro.
Zelensky disse nesta quinta (29) que a inteligência da Ucrânia detectou preparativos russos para novos ataques com mísseis balísticos. Ele voltou a pedir aos aliados ocidentais mais defesa aérea, incluindo mísseis para os sistemas Patriot.
A Reuters também relatou que a Ucrânia afirmou ter destruído dois caças Su-34 e uma instalação de lançamento de mísseis Iskander em território russo.
A Ucrânia suspendeu os ataques a refinarias de petróleo da Rússia após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou o Wall Street Journal em reportagem reproduzida pela Reuters. Segundo o jornal, unidades ucranianas receberam a orientação em meados de outubro, depois de concluir missões que já estavam em andamento.
A pausa poderia durar até depois das eleições legislativas americanas de novembro. A Reuters afirmou não ter conseguido verificar a informação de forma independente.
Autoridades do Pentágono pediram nas últimas semanas a representantes de vários países da Otan que moderassem declarações públicas sobre a ameaça russa, segundo quatro pessoas ouvidas pela Reuters. Lituânia, Letônia e Estônia estão entre os países abordados.
O pedido ocorre enquanto o governo Trump retoma os esforços para negociar o fim da guerra na Ucrânia. A orientação contrasta com o tom de capitais europeias, que seguem pedindo mais defesa aérea e apoio a Kiev.
Canadá e União Europeia anunciaram na sexta (30) uma aliança para estreitar a cooperação em minerais críticos e inteligência artificial. O anúncio veio ao fim de uma cúpula de dois dias em Montreal. Na mesma ocasião, o Canadá concordou em contribuir para um empréstimo de apoio à Ucrânia de € 90 bilhões.
O acordo sai em meio a tensões nas relações transatlânticas e a mudanças na política dos Estados Unidos em relação a parceiros tradicionais.
Moradores de Oleshky, cidade do sul ucraniano sob controle russo desde o início da invasão, em 2022, começaram a ser evacuados nesta sexta (30). A operação é conjunta entre Rússia e Ucrânia e foi descrita como a primeira do tipo em quatro anos e oito meses de guerra. Ela não indica avanço imediato para encerrar o conflito, e os combates continuam em outras áreas reivindicadas pela Rússia.
A trégua local que permitiu a retirada dos civis foi mediada com participação dos Estados Unidos e do Vaticano, segundo relatos publicados neste sábado (31).
Neste sábado (31), três aviões com moradores retirados da cidade chegaram a Gomel, em Belarus, informou a agência estatal Belta. Segundo a Reuters, os evacuados viajaram de ônibus pela Crimeia até Anapa, na Rússia, antes do trecho por Belarus. Depois, os civis cruzaram para território controlado pela Ucrânia, informou a Associated Press (AP). As autoridades ucranianas não divulgaram quantas pessoas saíram de Oleshky nem em que ponto ocorreu a travessia.
Cerca de 2 mil moradores ainda estariam na cidade, segundo a AP. Eles puderam escolher entre sair para áreas controladas pela Ucrânia ou pela Rússia ou ficar, com suprimentos.
No mesmo sábado, um ataque de drone ucraniano matou duas pessoas na região russa de Briansk, segundo resumo da AP. O episódio ocorreu enquanto civis retirados de Oleshky cruzavam para território controlado pela Ucrânia, dentro da operação ligada à trégua localizada em Kherson, prevista até domingo à noite.
A ONU e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) disseram que monitoram a operação, mas não foram chamados a prestar apoio.
Na quinta (29), os dois lados disseram ter concluído a desminagem de rotas perto da cidade e acordado uma trégua localizada. A operação prevê levar ajuda ao hospital distrital e permitir a saída de quem queira deixar a área. Um comboio com alimentos e suprimentos médicos partiu na noite de quinta para sexta rumo a Oleshky, segundo o jornal russo Izvestia, citado pela Reuters. A cidade enfrenta falta de comida e medicamentos.
A embaixada de Uganda em Moscou informou que 27 ugandenses recrutados para lutar pelo Exército russo na Ucrânia morreram ou estão desaparecidos. A carta, datada de quinta (29), registra 11 mortes confirmadas e 16 pessoas cujos corpos não foram localizados. O Ministério das Relações Exteriores de Uganda confirmou a autenticidade do documento, visto pela Reuters.
Relatos de africanos atraídos por promessas de emprego e enviados à frente de batalha têm provocado indignação em outros países da região.
O prefeito Ihor Terekhov relatou o ataque por volta das 22h40, no horário local, e disse que havia pessoas presas no interior do prédio.
Na atualização regional, os quatro feridos identificados eram duas mulheres, de 32 e 65 anos, um homem de 56 e o menino de 4 anos. Três foram hospitalizados. O chefe da administração militar regional, Oleh Syniehubov, informou que a criança teve reação aguda de estresse.
Os bombeiros disseram que um drone a jato atingiu a área e provocou um incêndio de 2.500 m². Pegaram fogo um prédio industrial de dois andares, anexos e duas casas residenciais. Uma casa, prédios de apartamentos, garagens e carros também foram danificados.
Por volta das 13h de quarta (28), outro drone russo atingiu o mesmo distrito, provocou um incêndio e matou uma pessoa, além de ferir duas, segundo Terekhov. Em toda a região de Kharkiv, 14 pessoas ficaram feridas nas últimas 24 horas, incluindo uma criança, de acordo com o resumo matinal de Syniehubov.
A cidade vinha sendo alvo de ataques nos dias anteriores. Na noite de segunda (26), forças russas atingiram o distrito de Novobavarskyi, mataram duas pessoas e feriram quatro.
Nesta quinta (29), um novo ataque russo atingiu Kharkiv e danificou uma instituição de ensino, informou Terekhov.
Na mesma noite, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou no Telegram que 613 drones se dirigiram à região da capital russa entre a noite de quarta (28) e a manhã de quinta (29). Segundo ele, 231 foram destruídos perto de Moscou e os demais, em áreas mais distantes. Os números partem de autoridades russas e não foram verificados de forma independente.
Terekhov e Syniehubov atualizam o balanço dos feridos e das buscas nos canais oficiais de Telegram da prefeitura e da administração militar regional.
Sobyanin afirmou nesta sexta (30) que a defesa russa derrubou a maioria de mais de 850 drones que se dirigiam à capital. O número supera os 613 informados por ele um dia antes. A informação foi publicada pela Reuters, e não há balanço confirmado de vítimas ou danos.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse neste sábado (31), em Atlanta, que cresce o interesse internacional por uma trégua limitada no Mar Negro. A proposta buscaria permitir a retomada segura do transporte de grãos e energia entre Rússia e Ucrânia. Washington analisa propostas apresentadas por Turquia e Índia, segundo a Reuters. A Rússia ainda não sinalizou adesão.
Rubio afirmou que a medida não encerraria a guerra, mas poderia resolver um aspecto específico do conflito. Ele citou ainda possíveis acordos para suspender ataques a navios e à infraestrutura elétrica ucraniana. A reunião de chanceleres do G20 terminou sem declaração conjunta.
A ministra canadense Anita Anand disse que também discutiu com autoridades ucranianas e indianas uma pausa nos ataques à infraestrutura elétrica.
Para quem vive no RS, a discussão importa porque as rotas do Mar Negro influenciam a oferta e os preços internacionais de grãos e energia, referência para produtores e consumidores gaúchos.
Atualização: Entrou na seção sobre o Mar Negro que Rubio citou possíveis acordos para suspender ataques a navios e à infraestrutura elétrica ucraniana.
Mundo
MUNDO O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) informou que uma força-tarefa atacou, nesta terça (27), uma lancha rápida no Pacífico Oriental e matou cinco pessoas. O comando chamou os mortos de "narcoterroristas". Não tornou pública a inteligência que cita nem disse o que o barco levava.
O caso volta a pôr em debate o uso de força letal, sem julgamento, contra suspeitos de tráfico em águas internacionais. As autoridades americanas não informaram o local exato do ataque nem os países envolvidos. A identidade das vítimas não foi divulgada.
Em nota publicada na rede X, o Southcom afirmou que "inteligência confirmada" mostrou o envolvimento ativo da embarcação com o narcotráfico. O comando incluiu um vídeo sem classificação de sigilo do ataque.
Em 23 de outubro, o Southcom disse que a Guarda Costeira havia interceptado outra embarcação suspeita e detido as pessoas a bordo. Em alguns casos anteriores, os militares retiraram as tripulações antes de afundar os barcos, sem mortes.
A Washington Office on Latin America (WOLA), organização americana de pesquisa em direitos humanos, contabilizava ao menos 238 mortos em 68 ataques no Caribe e no Pacífico Oriental desde setembro de 2025. Com o ataque de terça, o total reportado chega a 243. Juristas e entidades de direitos humanos condenam a campanha como execuções extrajudiciais.
O ataque ocorreu no mesmo dia em que líderes da Coalizão das Américas contra os Cartéis se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana. Na abertura do fórum, Eric Geressy, assessor sênior do secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a campanha "cortou" os corredores marítimos dos cartéis nos primeiros 12 meses.
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Mega-Sena · conc. 3080 · 01/11/2026
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Quina · conc. 7158 · 03/11/2026
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Lotofácil · conc. 3820 · 03/11/2026
2 ganhadores na faixa principal · próximo R$ 2.000.000
Prefeitura Municipal de Colinas · Colinas · 15 vagas · até R$ 15.103 · até 05/11/2026
Prefeitura de Porto Alegre · Porto Alegre · 19 vagas · até R$ 9.135 · até 05/11/2026
Prefeitura Municipal de Vicente Dutra · Vicente Dutra · 9 vagas · até R$ 9.090 · até 05/11/2026
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Prefeitura Municipal de Capão Bonito do Sul · Bagé · 9 vagas · até R$ 3.872 · até 06/11/2026
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“verdadeiro presidente eleito
Editorial
Dois dias depois de perder o segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro descumpriu o prazo de Moraes para entregar o passaporte, voou a Miami e passou a se apresentar como 'verdadeiro presidente eleito'. O TSE confirmou a reeleição de Lula.
Contestar resultado é direito. Fazê-lo sem provas e longe da Justiça é outra coisa. A PF diz que ele não é foragido, mas investiga a saída. Cabe às instituições esclarecer o caso com transparência e dentro da lei.
Enquanto isso, a Bolsa caiu pela terceira vez seguida e o governo contabiliza 10 mortes por violência política após o segundo turno. O país precisa baixar a temperatura.
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