Brasileiros relatam perda de € 30 mil em falso agendamento de residência em Portugal
Grupo diz que uma suposta advogada cobrou taxas por atendimentos inexistentes na AIMA; os relatos não citam vítimas gaúchas.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Um grupo de brasileiros afirma ter sido enganado em um golpe de falsa regularização migratória em Portugal, que somaria € 30 mil, cerca de R$ 168 mil. Uma suposta advogada cobrou pelos procedimentos, mas os agendamentos prometidos na agência de imigração não existiam. Os relatos vieram a público nesta quarta (28).
Para quem pensa em tentar a vida em Portugal, incluindo gaúchos, o alerta é prático: o golpe explora a dificuldade de conseguir data na AIMA, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo.
Como a fraude funcionou, segundo as vítimas
O cabeleireiro Diego Monteiro desembarcou em Portugal em abril de 2026 sem vistos de trabalho ou estudo e tentava marcar entrevista na AIMA para iniciar o pedido de residência. Sem conseguir datas oficiais, soube da suposta advogada, que se apresentou como funcionária do órgão e prometia rapidez.
Os pagamentos variaram. Diego e uma amiga pagaram € 500 cada um. Diego perdeu R$ 2,8 mil (€ 500).
O grupo diz que a fraude veio à tona numa viagem. Parte dos brasileiros foi convencida de que havia agendamento para recolha de dados biométricos na Associação de Cabo Verde, em Sines, no Alentejo. Ao chegar, descobriram que não existia marcação e ninguém conhecia a mulher.
Os números vêm do grupo de brasileiros
Os valores vêm dos relatos das vítimas. Uma lista compartilhada pelo grupo traz 27 nomes; 21 deles têm valores ao lado, num total de quase € 18,5 mil, cerca de R$ 110 mil. A cobrança total atribuída à suposta advogada chega a € 30 mil.
Segundo Diego, integrantes do grupo foram à casa da suspeita e chamaram a polícia, que disponibilizou uma ata para registrar denúncias e anexar provas. O órgão policial não é identificado, e não há informação sobre investigação ou processo. A suposta advogada também não é identificada, e os relatos não trazem manifestação dela.
Diego ficou seis meses em Portugal, prazo permitido a turistas, e no fim só tinha dinheiro para a passagem de volta. A amiga que também diz ter sido vítima voltou ao Brasil.
Sinais de alerta que o caso mostra
Com base no que as vítimas descrevem, alguns pontos merecem desconfiança antes de qualquer pagamento:
- quem se apresenta como funcionário da AIMA e cobra por fora para "furar a fila";
- promessa de rapidez num cenário em que as datas oficiais são difíceis de obter;
- pagamento adiantado, sobretudo em dinheiro, sem recibo nem identificação clara de quem recebe;
- convite para comparecer a um local de atendimento sem confirmação da AIMA.
Quem tem dúvida sobre um agendamento deve checar direto com a AIMA antes de pagar ou viajar.
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