Zelensky diz que aliados não avisaram de novo ataque com 16 mísseis balísticos a Kiev
Rubio nega que os EUA tenham suspendido a troca de inteligência e Trump volta a criticar o presidente ucraniano, que alerta para atraso em mísseis de defesa aérea.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou que o país não recebeu aviso prévio dos aliados antes do ataque russo da madrugada desta segunda (19). A Rússia lançou 16 mísseis balísticos contra Kiev e a região, em várias ondas. Correspondentes da AFP ouviram sirenes e explosões na capital.
A Ucrânia depende da inteligência americana para detectar esses mísseis, que chegam em poucos minutos. O país conta com os dados dos EUA para identificar os mísseis balísticos disparados em ondas contra as cidades. Sem esse aviso, a população tem menos tempo para chegar a um abrigo.
Mortes e apagão
O ataque matou uma mulher de 21 anos em Kiev e deixou outras pessoas feridas. Zelensky disse que instalações de energia foram alvo e que uma clínica, uma escola, uma estação de metrô e prédios residenciais ficaram danificados. Mais de 10 instalações de energia foram atingidas, e ao menos 550 mil residências ficaram sem luz. Zelensky também falou em mais de 200 drones lançados contra o país. Em Kharkiv, um ataque a um parque matou seis pessoas, três delas crianças, e feriu outras 15.
Rubio contradiz Zelensky
Em Samarkand, no Uzbequistão, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou qualquer interrupção. "Não houve pausa", disse a jornalistas. Ele afirmou que Zelensky deveria se concentrar em acabar com a guerra.
Um dia antes, Zelensky havia dito à NBC que a inteligência ficou bloqueada por três dias até ser restabelecida. Nesta segunda, ele disse ainda que entregas vitais dos EUA estavam atrasadas.
Trump critica Zelensky
Trump criticou Zelensky por supostamente priorizar a continuação do conflito, enquanto Rubio reafirmou o compromisso do governo americano com as negociações de paz. As tensões entre os dois presidentes crescem desde o acordo de Trump com a Rússia sobre diesel, em troca de flexibilização de sanções. Zelensky respondeu nas redes que a Ucrânia nunca quis a guerra e acolheu todas as tentativas de pôr fim a ela.
Vladimir Putin propôs uma cúpula com Xi Jinping e Trump para discutir a guerra.
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