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Xi pede a Steinmeier, em Pequim, política alemã pragmática e amistosa para a China

Presidente alemão cobrou redução do déficit comercial com os chineses e pediu que Pequim ajude a preservar a ordem internacional.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

Xi Jinping em foto de arquivo (2019).
Foto: Palácio do Planalto / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O presidente da China, Xi Jinping, pediu que a Alemanha adote uma política "racional, pragmática e amistosa" em relação ao país. Ele fez o apelo ao receber o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, em Pequim, nesta sexta-feira (30). Segundo comunicado da chancelaria chinesa, citado pela Bloomberg, Xi disse que a China segue vendo a União Europeia como parceira e que os pontos de consenso pesam mais que as diferenças.

Mudanças nas relações comerciais entre China e Europa podem afetar cadeias de produção, custos e mercados de exportação, o que alcança a indústria e os exportadores gaúchos.

Quadro: Xi pede a Steinmeier, em Pequim, política alemã pragmática e amistosa para a China
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Déficit alemão foi tema central

Do lado alemão, o assunto comercial ficou em primeiro plano. Steinmeier pediu a Xi que busque reduzir o alto déficit comercial da Alemanha com a China, em reunião no último dia da visita de Estado. O déficit alemão com a China somou quase € 90 bilhões no ano passado.

Steinmeier disse que a Alemanha quer relações econômicas próximas com a China, de um jeito que traga benefícios duradouros aos dois lados. Em reunião anterior com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, ele havia manifestado confiança de que os dois países resolvem eventuais divergências comerciais.

Ordem internacional também entrou na pauta

Na abertura do encontro, Xi falou em uma "parceria estratégica em todas as dimensões" entre os dois países. Ele também afirmou que a relação entre Pequim e Berlim vive o início de um novo capítulo.

Steinmeier disse a Xi que o mundo precisa que a China faça a sua parte na preservação da ordem internacional, baseada na Carta da ONU. Ele citou as crises e guerras no Oriente Médio, no Sudão e na Ucrânia, e pediu cooperação para fortalecer os alicerces da ordem global.

A visita de Steinmeier à China segue até sábado (31), segundo a Reuters.

Saber mais: fontes consultadas (3)

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