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EconomiaMundoAfeta o RS

Trump diz que EUA e México estão "muito perto" de acordo comercial, mas não dá detalhes

Ebrard, secretário de Economia mexicano, disse no mesmo dia que espera até o fim de 2026 uma resposta dos EUA ao pedido de redução de tarifas sobre aço, alumínio e carros.

Por que afeta o RS: Mudanças em tarifas e cadeias de produção com o México podem afetar exportações gaúchas, como agro e manufatura.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 1 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): Two stacked shipping containers face each other acros
Ilustração: Bairrista

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda (19) que o México e os EUA estão muito perto de fechar um "grande" acordo comercial. A declaração foi feita em um comício político em Park City, no Kansas, segundo a Reuters. Trump não apresentou termos nem anunciou data de assinatura.

Tarifas sobre aço, alumínio e automóveis estão no centro da conversa. Esses setores têm cadeias que cruzam fronteiras e, se o acerto sair, podem mudar custos e o acesso ao mercado americano para exportadores gaúchos de agro e manufatura.

O que o México diz

Na mesma segunda, o secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard, afirmou que espera receber dos EUA, antes do fim de 2026, uma resposta ao pedido de reduzir tarifas sobre aço, alumínio e o setor automotivo. Ele considera injustificada a tarifa de 50% que os EUA aplicam ao aço e ao alumínio. México e EUA já fizeram três rodadas de conversas e mantêm contato constante entre as equipes técnicas.

Ebrard não comentou, nas falas divulgadas, o anúncio de Trump. Também não há documento oficial com os termos em discussão.

O que Trump falou sobre o déficit

No comício, Trump sugeriu que o déficit comercial dos EUA com o México poderia cair a zero. Segundo o Censo dos EUA, as importações americanas de bens mexicanos superaram as exportações em US$ 197 bilhões em 2025.

As negociações também correm em paralelo à revisão do T-MEC, o tratado entre México, EUA e Canadá. Washington abriu consultas públicas sobre a revisão de 2027 no dia 5 de outubro. O México começa as suas em janeiro.

O próximo passo é a resposta americana ao pedido mexicano, que Ebrard espera receber antes do fim de 2026.

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