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Tribunal do Quênia condena pastor Paul Mackenzie e outros 28 por 191 assassinatos

Vítimas eram 190 crianças e um adulto, mortos na floresta de Shakahola; a sentença dos 29 condenados sai em 6 de novembro.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A solemn, muted scene of dry red earth at dusk in a s
Ilustração: Bairrista

A Alta Corte de Mombasa, no Quênia, condenou nesta segunda (19) o autoproclamado pastor Paul Nthenge Mackenzie e 28 corréus pelo assassinato de 191 pessoas: 190 crianças e um adulto. A juíza Diana Kavedza Mochache afirmou que a acusação provou o caso contra os 29 acusados. Ela levou oito horas para ler a decisão.

Quadro: Tribunal do Quênia condena pastor Paul Mackenzie e outros 28 por 191 assassinatos
Em números · Bairrista

A sentença está marcada para 6 de novembro. Mackenzie e os 28 corréus devem voltar ao tribunal nessa data. O advogado de Mackenzie disse que os réus pretendem recorrer.

O que o tribunal concluiu

Segundo a acusação, as mortes ocorreram entre janeiro de 2021 e setembro de 2023. O local era um rancho de 325 hectares na floresta de Shakahola, perto de Malindi, no litoral queniano. Os promotores descreveram uma "hierarquia da morte", em que as crianças deviam morrer primeiro, depois adolescentes, mulheres e homens.

O Ministério Público do Quênia afirma que o tribunal reconheceu um "sistema organizado", que usava ensinamentos religiosos e uma hierarquia para impor o jejum mortal. A corte também apontou que Mackenzie criou uma doutrina que rejeitava a educação e a medicina moderna e levou os seguidores a se isolar na floresta. Para a juíza, onde a fome não matou, as crianças foram mortas à mão.

Causas das mortes e defesa

Em 72 casos, o tribunal registrou a inanição como causa. Em outros, houve asfixia, compressão manual do pescoço e traumatismo craniano. Em 110 corpos, a causa não pôde ser determinada por causa da decomposição avançada, e a corte chegou à conclusão com base em provas circunstanciais.

A defesa de Mackenzie contestou as provas, alegando que o caso se apoiava em indícios, relatos de ouvir dizer e laudos inconclusivos. Os réus se declararam inocentes e sustentaram durante todo o julgamento que ninguém foi obrigado a morrer.

Outros processos seguem abertos

O veredito trata de 191 mortes. Mais de 400 corpos foram recuperados na floresta, e as investigações sobre a tragédia continuam. Mackenzie também nega acusações de homicídio culposo e terrorismo, em processos separados. Os réus negaram ainda as acusações de radicalização e de impedir crianças de estudar.

A próxima etapa é a audiência de sentença, em 6 de novembro, no tribunal de Mombasa.

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