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Tarcísio diz que aconselhou Flávio Bolsonaro a ficar no Brasil e não julga saída aos EUA

Governador de São Paulo afirma que o conselho veio de uma reunião com advogados e aliados, mas diz que não sabia da viagem.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Tarcísio de Freitas durante a inauguração da Linha 17-Ouro do Metrô, em 31 de março de 2026.
Foto: Governo do Estado de São Paulo / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou em entrevista ao Estadão, nesta quarta (28), que aconselhou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a permanecer no Brasil depois da derrota para Lula no segundo turno. Tarcísio disse não ter conhecimento dos planos de viagem de Flávio aos Estados Unidos.

Flávio chegou aos Estados Unidos na quarta (28).

Conselho veio de reunião sobre o vídeo à nação

Segundo o governador, a orientação foi dada na reunião na casa dos advogados, quando o grupo discutia o recado à nação, a gravação do vídeo de Flávio. Estavam na reunião Flávio, advogados e aliados, entre eles o senador Rogério Marinho (PL-RN).

O grupo sugeriu usar as ações de investigação da Justiça Eleitoral, caso entendesse ter havido abuso de poder político ou econômico. "Esses foram os conselhos: usa esse remédio jurídico e não fala que vai sair", disse Tarcísio.

Governador não julga e critica entrega de passaportes

Tarcísio não criticou a decisão de Flávio. "Não julgo a decisão que foi tomada", afirmou, citando a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador, que está preso.

O governador também criticou a exigência de entrega dos passaportes de Flávio e a classificou como "intimidação". A Polícia Federal comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, risco de evasão do senador.

O que dizem os registros de entrada nos EUA

Reportagens de O Globo e da Folha, com base em registro de entrada consultado pelos jornais, informam que Flávio foi admitido nos Estados Unidos com a classificação "DT", de autorização temporária por razões humanitárias. A permanência está autorizada até 27 de outubro de 2027. As reportagens afirmam que isso não equivale a visto nem a asilo.

Do outro lado do espectro, a coligação do presidente Lula afirmou que a contestação eleitoral de Flávio "não se sustenta" e acusou o senador de fugir para os EUA para evitar a Justiça brasileira.

No Senado, Flávio não registrou presença na sessão semipresencial de quarta (28), e a Casa espera os próximos passos dele para avaliar a possibilidade de voto remoto.

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