Canoas: golpe de R$ 300 mil com falsos agentes de banco leva a prisões em São Paulo
Operação da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas cumpriu três mandados de prisão temporária na capital paulista contra grupo que lavava dinheiro com Bitcoin e Ethereum.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Civil gaúcha, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, deflagrou operação contra suspeitos de integrar organização criminosa especializada em fraudes bancárias, extorsão e lavagem de dinheiro com criptomoedas. A ação foi na manhã de quarta-feira (28), com apoio da Polícia Civil de São Paulo. Os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão e três ordens de prisão temporária na cidade de São Paulo.
A investigação apura um golpe que deixou prejuízo de cerca de R$ 300 mil a uma vítima de Canoas. Duas pessoas foram presas. A polícia não divulgou os nomes dos presos.

Como o golpe foi aplicado
Segundo a polícia, o caso começou no fim de abril. Os estelionatários contataram a vítima passando-se por agentes de segurança e operadores de grandes instituições financeiras. Com manipulação psicológica, simularam um cenário de risco nas finanças e mantiveram a vítima sob pressão por cerca de 14 dias.
A delegada Luciane Bertoletti, da 3ª DP de Canoas, explicou que os golpistas disseram que terceiros tentavam invadir as contas e convenceram a vítima a transferir dinheiro a pretexto de protegê-lo. Nesse período, as transferências somaram R$ 230 mil.
Ao perceber o golpe, a vítima parou de pagar e de responder às mensagens. Os suspeitos passaram então a fazer ameaças. Por meio da extorsão, conseguiram tirar outros R$ 70 mil.
Dinheiro passava por laranjas e virava criptomoeda
As investigações apontam uma estrutura para movimentar e distribuir o dinheiro. Os valores iam para contas de intermediários, os chamados laranjas, e parte era convertida rapidamente em criptomoedas, o que dificultava o rastreamento. Na fase de ocultação, o grupo converteu cerca de R$ 46 mil em Bitcoin e Ethereum.
Para a polícia, a estratégia criava uma blindagem do patrimônio contra os bloqueios judiciais tradicionais. O diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Cristiano Reschke, afirmou que a corporação responde a esse tipo de crime com rastreamento de ativos e cooperação entre os estados.
Acusações e andamento do inquérito
Depois de identificar os autores, a polícia pediu prisões, mandados de busca e bloqueio de contas bancárias. Os presos na capital paulista são investigados por estelionato qualificado, extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A polícia não informou quanto foi bloqueado ou recuperado, nem se há outras vítimas.
O inquérito segue na 3ª DP de Canoas. O material apreendido nas buscas será submetido a perícia técnica.
O que fazer diante de uma ligação assim
Banco não pede que o cliente transfira dinheiro para "proteger" a conta. Se alguém ligar com esse discurso, desligue e procure o banco pelo número oficial, impresso no cartão ou no aplicativo. Quem foi vítima deve registrar ocorrência na delegacia mais próxima ou na Delegacia Online da Polícia Civil.
Da tua região: Porto Alegre e Metropolitana
Canoas: oscilações de energia levam Corsan a ligar geradores na ETA Rio Branco

Grêmio recebe o Athletico-PR em Porto Alegre e pode passar o Inter na tabela

Gravataí: projeto corta alíquota média do IPTU em 54,4%, mas imposto pode subir

Canoas: Caravana de Empregos reuniu 16 empresas e 550 vagas na Uniritter

Mais lidas
1Anistia Internacional vai denunciar Milei à ONU e à CIDH por ataques a cinco jornalistas2Dólar cai 1,07%, a R$ 5,349, e Ibovespa recua 0,51% um dia após tombo da reeleição de Lula3Uruguaiana: Rio Uruguai chega à cota de alerta e Inmet prevê tempestade no norte do RS4Cargueiro C-130T da Marinha dos EUA pousa no Rio após entrar no espaço aéreo brasileiro5STF retoma julgamento e decide se poupador recebe sem aderir ao acordo dos planos