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EconomiaBrasilAfeta o RS

SUS passa a ofertar nove remédios contra câncer em 20 centros, e o RS está na 1ª etapa

Parte dos medicamentos já estava incorporada à rede pública, mas não chegava aos pacientes; investimento anual é de R$ 155,4 milhões.

Por que afeta o RS: O RS está entre os 17 Estados onde os medicamentos passam a ser distribuídos já nesta primeira etapa.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Representante do Ministério da Saúde assina documento durante cerimônia de início da oferta de novos medicamentos oncológicos no SUS.
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça (20) o início da oferta de nove medicamentos oncológicos no SUS. São 13 indicações diferentes de câncer, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas. A primeira etapa reúne 20 centros em 17 estados e no Distrito Federal, entre eles o Rio Grande do Sul.

Quadro: SUS passa a ofertar nove remédios contra câncer em 20 centros, e o RS está na 1ª etapa
Ficha de serviço · Bairrista

Para o paciente gaúcho, a mudança está no acesso a tratamentos de alto custo na rede pública. A lista dos hospitais do RS que recebem os remédios na primeira etapa ainda não foi divulgada.

Remédios esperados havia mais de dez anos

Muitos desses medicamentos eram aguardados havia mais de dez anos. Já tinham sido incorporados ao SUS, mas não eram oferecidos nos serviços de saúde. Para organizar a oferta, o governo instituiu a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), que define como cada tecnologia chega à população.

A lista inclui trastuzumabe, abemaciclibe, acetato de lanreotida, pazopanibe, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, TSH recombinante (alfatirotropina) e sunitinibe. Entre as indicações divulgadas pelo ministério:

  • Trastuzumabe: câncer de estômago ou da junção esofagogástrica;

  • Abemaciclibe: câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +);

  • Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos;

  • Pazopanibe: câncer de rim de células claras metastático.

Os tratamentos também cobrem tumores de próstata, pulmão e tireoide, além de linfomas e leucemia. O uso depende do tipo de tumor, do estágio da doença e do perfil de cada paciente.

Como fica o acesso no RS

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a unidade de saúde agenda o encaminhamento pelos sistemas GERCON e GERINT para uma das 30 unidades habilitadas em oncologia no RS, que prescreve o tratamento conforme protocolos nacionais. Os medicamentos de maior valor vão exigir autorização prévia, com análise dos dados clínicos do paciente.

O governo federal vai investir R$ 155,4 milhões por ano só na compra desses nove medicamentos. A expectativa do ministério é ampliar a oferta a outros serviços até dezembro.

O que vem a seguir

O ministério espera estender a oferta aos demais centros até o fim do ano. Quem trata câncer pelo SUS no RS deve perguntar à equipe médica do hospital onde é atendido se o seu caso se enquadra nas indicações e quando o serviço começa a dispensar os medicamentos.

Perguntas frequentes

Quais remédios contra câncer o SUS passa a oferecer?

O SUS passa a ofertar nove medicamentos oncológicos, como trastuzumabe, abemaciclibe, acetato de lanreotida, pazopanibe, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, alfatirotropina e sunitinibe, com 13 indicações de câncer.

Como o paciente do RS consegue esses medicamentos?

A unidade de saúde agenda o encaminhamento pelos sistemas GERCON e GERINT para uma das 30 unidades habilitadas em oncologia no RS, que prescreve o tratamento conforme protocolos nacionais.

Medicamentos de alto custo exigem autorização?

Sim, os medicamentos de maior valor exigem autorização prévia, com análise dos dados clínicos do paciente.

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