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EconomiaBrasilAfeta o RS

Rastreio de câncer colorretal no SUS começa em novembro; Porto Alegre está no critério

O Ministério da Saúde distribui 400 mil testes FIT de sangue oculto nas fezes para pessoas de 50 a 75 anos sem sintomas, e quem testar positivo segue para a colonoscopia.

Por que afeta o RS: Porto Alegre, por ser capital, deve estar entre as cidades onde o exame começa em novembro, e o rastreamento vale para todo o público-alvo do SUS no estado.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Modelo anatômico do intestino grosso sobre a mesa durante uma consulta médica, com a paciente ao fundo.
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Ministério da Saúde começa a distribuir para os estados 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal. A implementação será gradual nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com início em novembro, em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.

Para o Rio Grande do Sul, o critério inclui Porto Alegre, por ser capital. Cidades que não são capitais e têm menos de 500 mil habitantes ficam fora dessa primeira etapa.

Quem pode fazer e o que o teste mostra

O FIT é voltado a homens e mulheres assintomáticos, entre 50 e 75 anos, e detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal.

O teste não dá diagnóstico. Ele serve como triagem para identificar quem precisará fazer colonoscopia para confirmar a doença.

Portaria já vale desde agosto e prevê exame a cada dois anos

O procedimento já está na tabela do SUS. Desde 10 de agosto, o FIT consta da tabela de procedimentos, e a portaria publicada no Diário Oficial da União o destina exclusivamente ao rastreamento bienal de homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos. O texto reforça que o exame não serve para investigar pessoas com sintomas ou com suspeita clínica de câncer.

Segundo o ministério, o procedimento pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença. Dados da pasta indicam que o FIT tem sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

O câncer colorretal é o segundo tipo mais frequente no Brasil, sem contar os tumores de pele não melanoma. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para cada ano de 2026 a 2028 é de 53,8 mil novos casos no país.

Serviço: o teste é para homens e mulheres de 50 a 75 anos sem sintomas, nas UBS, a partir de novembro, em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes. Quem mora em Porto Alegre e está nessa faixa etária pode perguntar na UBS do bairro quando o exame chega. Quem tem sintomas, como sangue nas fezes ou dor abdominal, deve procurar atendimento médico, porque o FIT não serve para investigar sintomas.

Perguntas frequentes

Quem pode fazer o teste FIT pelo SUS?

Homens e mulheres assintomáticos, de 50 a 75 anos, nas UBS de capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes, a partir de novembro.

O teste FIT diagnostica câncer colorretal?

Não. Ele é uma triagem que identifica quem precisa fazer colonoscopia para confirmar a doença.

Quem tem sintomas pode fazer o FIT?

Não. Quem tem sintomas, como sangue nas fezes ou dor abdominal, deve procurar atendimento médico, pois o exame não serve para investigar sintomas.

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