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AgroÁrea de noz pecan no RS pode passar de 7,26 mil para 15 mil hectares até 2030

Área de noz pecan no RS pode passar de 7,26 mil para 15 mil hectares até 2030

Projeção do IBPecan indica alta de 106,6% e coloca produtividade, mercado e genética própria no centro do 3º ENAPecan, em Bento Gonçalves.

Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

Frutos de noz-pecã ainda verdes, presos aos galhos da árvore.
Foto: Divulgação/Portaldoagronegocio

O Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) projeta que a área de noz pecan no Rio Grande do Sul mais que dobre em quatro anos. Hoje com 7,26 mil hectares, a lavoura chegaria a 15 mil hectares até 2030, alta de 106,6%. A estimativa foi apresentada nesta terça-feira (20), no lançamento do 3º Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan), que será realizado em Bento Gonçalves, na Serra, em novembro.

Para quem já planta ou pensa em plantar, a conta tem um desafio: produzir mais por hectare. O encontro de novembro vai tratar dessa e de outras frentes da cadeia.

Safra de recuperação e área ainda pequena

Na safra 2025/2026, a produção gaúcha foi estimada pela Emater entre 6 mil e 7 mil toneladas, com mais de 5,6 mil hectares colhidos.

O RS segue como o principal polo da cultura no país. A cadeia da noz-pecã tem cerca de 20 mil hectares na América do Sul e mais de 10 mil hectares no Brasil, segundo texto de divulgação do encontro com informações da Embrapa.

A Emater aponta a produtividade dos pomares como ponto de atenção. O painel sobre o tema vai tratar também da alternância de produção, a variação no volume de frutos entre safras.

Painel de produtividade no ENAPecan

Maria Tereza de Carli, vice-presidente do IBPecan, disse no lançamento que a qualidade é decisiva para o produto se expandir no país e no Exterior. O coordenador do Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecanicultura, Paulo Lipp João, da Secretaria da Agricultura, afirmou que o setor tem "um potencial muito grande".

A pesquisa por genética própria também está no radar. O chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra, afirmou que todo o material de pecan hoje usado no RS é importado. "Estamos trabalhando para ter genética criada e adaptada às nossas condições", disse.

O tema do encontro é "Produção eficiente, mercado e agregação de valor à noz-pecã".

Em 12 de novembro, Paulo Lipp media o painel "Construindo Pomares de Alta Produtividade", com Jonas Ramos, Ezequiel Miolo, da UFPel, e Dilson Luiz Bamberg, da Embrapa. O debate aborda aumento do rendimento e redução da alternância de produção.

A abertura oficial, no dia 12, inclui a entrega do Prêmio Pecaneiro 2026. No dia 13, à tarde, os participantes visitam o pomar da Pecantelli, em Bento Gonçalves.

Serviço

33º ENAPecan.** Dias 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves. Entre os realizadores estão a Embrapa, a Emater/RS-Ascar e a Prefeitura de Bento Gonçalves; o Pró-Pecã, da Secretaria estadual da Agricultura, é correalizador.

Inscrições. O lote regular vai até 12 de novembro. A inscrição é individual e vale para os dois dias. Informações pelo WhatsApp da Secretaria do IBPecan, (51) 99829.1140.

Perguntas frequentes

Quantos hectares de noz pecan o RS tem hoje?

Hoje a área é de 7,26 mil hectares, segundo o IBPecan.

Quando e onde será o 3º ENAPecan?

Nos dias 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves.

Até quando vai o lote regular de inscrição?

O lote regular vai até 12 de novembro, e a inscrição é individual e vale para os dois dias.

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