Só 5% a 10% dos casos de câncer de mama são hereditários, aponta o Inca
No RS, a estimativa do instituto para 2026 é de 3.790 novos casos em mulheres, e famílias com vários casos precoces devem procurar avaliação médica.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Ter mãe, irmã ou tia com câncer de mama não significa que a mulher vai desenvolver a doença. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama de caráter hereditário corresponde a 5% a 10% do total de casos. O tema é central neste Outubro Rosa, mês de campanha pela detecção precoce.

Para quem vive no Rio Grande do Sul, o número pesa. O Inca estima, para 2026, 3.790 casos novos de câncer de mama em mulheres no estado, com taxa bruta de 65,57 por 100 mil. É o tipo de câncer com mais casos estimados no RS, à frente do de próstata, com 3.350.
O que o histórico familiar muda
O Inca trata o histórico como fator de risco, não como diagnóstico. O instituto explica que a presença de um ou mais fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente a doença.
A mulher com alteração genética, sobretudo nos genes BRCA1 e BRCA2, tem risco elevado. Esses casos, porém, são a minoria.
Hábitos que entram na conta
Entre os fatores ligados ao comportamento, o Inca lista o excesso de gordura corporal, a inatividade física e o consumo de bebida alcoólica. Para o tabagismo, o instituto fala em evidências sugestivas de aumento de risco. Manter o peso, se exercitar, beber menos e não fumar, portanto, atuam sobre o que está ao alcance de cada uma.
A idade pesa mais do que qualquer hábito: cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.
Quando a família pede investigação
Há situações em que o histórico exige atenção. Para o Inca, mulheres com vários casos de câncer de mama ou ao menos um de ovário em parentes consanguíneos, sobretudo em idade jovem, ou câncer de mama em parente homem, podem ter predisposição hereditária. Essas mulheres são consideradas de risco elevado.
Nesse cenário, a orientação é buscar um médico para avaliar o histórico completo da família e definir quando começar os exames e se há necessidade de investigação genética. A consulta pode ser feita em uma unidade básica de saúde ou com mastologista, ginecologista ou oncologista.
Perguntas frequentes
Ter mãe ou tia com câncer de mama significa que vou ter a doença?
Não necessariamente. O Inca trata o histórico familiar como fator de risco, não como diagnóstico, e os casos hereditários são de 5% a 10% do total.
Quando o histórico familiar exige investigação?
Quando há vários casos de câncer de mama ou de ovário em parentes consanguíneos, sobretudo em idade jovem, ou câncer de mama em parente homem.
Onde buscar essa avaliação?
Em uma unidade básica de saúde ou com mastologista, ginecologista ou oncologista, que avaliam o histórico completo e definem exames e necessidade de investigação genética.
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