Sindicom cobra de Lula tributação mais simples e logística nos primeiros 100 dias
Entidade das distribuidoras de combustíveis e lubrificantes também pede mais fiscalização e diz que o combate à sonegação eleva a arrecadação sem criar imposto.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 1 min de leitura

O presidente-executivo do Sindicom, Augusto Salomon, quer tributação mais simples e investimentos em infraestrutura já nos primeiros 100 dias do novo mandato. O pedido veio depois que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25), ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Salomon disse esperar que essas pautas estejam entre as prioridades do governo desde o início.
A cobrança repete a agenda que o sindicato levou aos candidatos durante a campanha. O documento detalha medidas para o mandato 2027-2030 e ações imediatas para os primeiros 100 dias de governo. A entidade representa distribuidoras responsáveis por cerca de 60% do mercado de combustíveis líquidos e 75% dos lubrificantes no país.
Tributação e fiscalização Para Salomon, "A simplificação e a isonomia tributária são pilares indispensáveis para estancar a evasão e moralizar o mercado."
A agenda defende manter e ampliar a tributação monofásica do ICMS, hoje aplicada a gasolina, diesel e GLP, especialmente para o etanol hidratado, que ainda opera no regime plurifásico. O sindicato pede ainda recomposição do orçamento e do quadro técnico da ANP, com autonomia e fiscalização mais intensa.
Segundo o Sindicom, agentes ilegais e concorrência desleal geram perdas de cerca de R$ 61 bilhões por ano, entre sonegação, fraudes operacionais e prejuízo fiscal. O setor fatura cerca de R$ 881 bilhões por ano.
Dutos, terminais e ferrovias Em infraestrutura, a entidade propõe estimular investimentos privados em dutos, terminais e ferrovias, com licenciamento mais racional e um plano integrado para reduzir a dependência do transporte rodoviário.
A agenda é nacional e não aponta obras prioritárias no Rio Grande do Sul. A proposta vale para todo o mandato, que, segundo o InfoMoney, vai até dezembro de 2030.
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