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Presidente da Abrasel diz que fim da 6x1 pode levar o Brasil à recessão em 2027

Paulo Solmucci estima alta de cerca de 20% na folha de bares e restaurantes e defende contratação por hora como alternativa.

Por que afeta o RS: Bares e restaurantes são um setor relevante na economia gaúcha e seriam diretamente afetados por mudanças na jornada de trabalho.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 1 min de leitura

Paulo Solmucci durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, afirmou em 24 de outubro que o fim da escala 6x1 pode contribuir para uma recessão em 2027. Segundo ele, a mudança pode agravar a desaceleração da economia brasileira. A avaliação é da entidade, que representa bares e restaurantes.

Quadro: Presidente da Abrasel diz que fim da 6x1 pode levar o Brasil à recessão em 2027
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A regra atinge todos os estabelecimentos com empregados celetistas, inclusive os bares e restaurantes do Rio Grande do Sul. Para o setor, Solmucci projeta alta de cerca de 20% na folha salarial. Ele estima que o país precisaria de mais 3 milhões de trabalhadores para manter a oferta atual de serviços.

Como Solmucci liga a jornada à recessão

O raciocínio do dirigente passa por custos maiores, repasse aos preços e perda de poder de compra. Ele associa o risco de recessão à queda da demanda e à manutenção dos juros em patamar elevado, ou até a uma nova alta. Solmucci calcula ainda um aumento mínimo de 9,1% nos custos, inclusive em empresas que já adotam jornada de 40 horas.

O que a PEC prevê

O Senado aprovou a PEC 221/2019 em 14 de outubro, em dois turnos, com 75 votos a favor e um contrário. Dois meses após a publicação da emenda, valem dois dias de descanso por semana e jornada de 42 horas. Depois, o limite cai para 40 horas. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), chamou a medida de "a maior conquista dos trabalhadores brasileiros" desde 1988.

A Abrasel quer outro caminho. A entidade defende a PEC do Trabalho Flexível, que prevê contratação com remuneração por hora. A proposta é a PEC 12/2026, do senador Rogério Marinho (PL-RN).

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