Senado aprova fim da escala 6x1; AGAS vê folha até 20% maior nos supermercados do RS
Entidades do comércio projetam alta de preços, mas o repasse ao consumidor depende da concorrência e dos custos que cada empresa registrar.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura · feita com IA, checada pela redação

O Senado aprovou na quarta-feira (14) o fim da escala 6x1, em dois turnos, com 75 votos favoráveis e um contrário . O único voto contra, nos dois turnos, foi do senador gaúcho Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A PEC 221/2019 segue para promulgação.
Para quem trabalha ou compra no varejo, a discussão agora é o preço. A Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) estima aumento de 17% a 20% nos custos com pessoal . O presidente da entidade, Lindonor Peruzzo Junior, afirmou que o impacto varia com o porte e o modelo de cada loja. Segundo a AGAS, as empresas terão dificuldade para absorver o aumento sem repassá-lo aos consumidores .
Uma enquete da associação, feita na quinta-feira (15), mostrou que 27% dos associados consultados já consideravam fechar as lojas aos domingos .
Projeções vêm das entidades do setor
Outras entidades divulgaram estimativas para o país. Segundo o Exame, a CNC projeta alta da inflação de pelo menos 13%, e a CNI estima aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor com a jornada de 40 horas. Para as compras de supermercado, a CNI calcula alta de 5,7% . A Abrasel, que reúne bares e restaurantes, estima que os preços no setor podem subir entre 8% e 10% .
Em fevereiro, o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, afirmou: "O supermercado não é formador de preço; se houver aumento de custo, ele tende a repassar" .
Esses números são projeções de entidades empresariais, não preços medidos. O repasse não é automático: depende da decisão de cada empresa, da concorrência na região e do custo que cada uma efetivamente registrar depois que a regra valer.
Prazo corre a partir da promulgação
O Senado informou que a promulgação deve ocorrer nos próximos dias . A jornada semanal cai de 44 para 42 horas dois meses depois, e o texto prevê chegar às 40 horas em uma segunda etapa, 12 meses após a primeira, com dois dias de descanso semanal remunerado e sem redução de salário.
Perguntas frequentes
Quando a jornada de 6x1 acaba de vez?
A jornada semanal cai de 44 para 42 horas dois meses após a promulgação, e a meta de 40 horas vem numa segunda etapa, 12 meses depois.
Quanto os supermercados do RS projetam de aumento de custo?
A AGAS estima aumento de 17% a 20% nos custos com pessoal, mas o impacto varia com o porte e o modelo de cada loja.
Os preços vão subir com o fim da 6x1?
As entidades projetam alta, mas o repasse ao consumidor não é automático e depende da decisão de cada empresa e da concorrência na região.
Saber mais
- Senado Notícias – Senado aprova fim da escala 6x1
- Gazeta do Povo – Como votou cada senador na PEC do fim da escala 6x1
- Leouve – Fim da escala 6x1 pode pressionar preços nos supermercados do RS, diz AGAS
- Exame – Fim da escala 6x1 vai aumentar os preços? Veja o que diz o setor produtivo
- CNN Brasil – Mudança na escala 6x1 pode gerar aumento de custos no setor, diz Abras
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