Irã reafirma plano de sete dias para reabrir Ormuz; decisão é dos EUA, diz chanceler
Proposta enviada via Catar já tinha sido apresentada em setembro e, segundo Teerã, a resposta americana ficou aquém do exigido.
Por que afeta o RS: Alterações nas cotações do petróleo podem refletir nos preços de combustíveis pagos por consumidores e empresas gaúchas.
Redação Bairrista · 18 de outubro de 2026 às 00:08 · 2 min de leitura

O chanceler iraniano Abbas Araghchi reafirmou neste sábado (17) que Teerã enviou aos Estados Unidos, por meio do Catar, um plano para reabrir o Estreito de Ormuz e normalizar a navegação em até sete dias. Ele falou em Bagdá, na 52ª reunião do Conselho de Chanceleres da Organização de Cooperação Islâmica.
"A escolha agora cabe aos Estados Unidos" , afirmou, condicionando a reabertura ao cumprimento das "condições necessárias".
A rota pesa no bolso de quem abastece no RS. Antes da guerra, o estreito respondia por cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e de gás natural liquefeito. Quando a passagem fica incerta, o barril sobe, e a cotação internacional costuma chegar às bombas de gasolina e diesel que movem motoristas, transportadoras e lavouras gaúchas. Na sexta-feira (16), o Brent fechou a US$ 109,86, segundo a CNBC. Não há anúncio da Petrobras de reajuste ligado à proposta.
O que Teerã diz que o plano prevê
Os termos completos não foram divulgados. Em explicação anterior, Araghchi disse que as medidas esperadas dos EUA levariam de quatro a cinco dias, com a reabertura no sexto dia e o início da negociação do acordo final no sétimo.
Teerã diz que o prazo vale se Washington reduzir a pressão militar, suspender o bloqueio aos portos e retomar a diplomacia.
No discurso de sábado, o chanceler afirmou que a segurança da navegação não volta ao normal sob pressão militar. "Não se pode bombardear um país, ameaçar destruí-lo e sancioná-lo e depois esperar que a segurança da navegação volte ao normal" , disse.
Proposta não é nova e já teve resposta
O plano não surgiu agora. O Irã apresentou a proposta em meados de setembro e depois confirmou ter recebido uma resposta dos EUA.
Em 11 de outubro, o chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, classificou essa resposta como "insuficiente".
Um dos pontos centrais da divergência é a insistência de Washington em tratar do programa nuclear iraniano desde o início.
Neste sábado, Trump afirmou que a guerra vai acabar "muito rapidamente", segundo o Gulf News. O Catar segue como mediador.
Petroleiros em chamas no Golfo de Omã
O Irã relata petroleiros em chamas no Mar de Omã e no Estreito de Ormuz.
Na semana passada, o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã responderia a Washington por meio de intermediários quando concluísse a análise da resposta americana. Esse envio de resposta é o próximo passo a acompanhar.
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