Saúde aprova protocolo de emicizumabe para crianças de até 6 anos com hemofilia A
Portaria vale desde a publicação e orienta estados e municípios; o remédio é aplicado por injeção sob a pele, sem infusão na veia.
Por que afeta o RS: O protocolo deve ser usado pela Secretaria de Saúde gaúcha e pelos municípios para regular o acesso de crianças com hemofilia A ao emicizumabe pelo SUS.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 13:03 · 2 min de leitura

O Ministério da Saúde aprovou um protocolo nacional para o uso do emicizumabe em crianças de 0 a 6 anos com hemofilia A que não têm inibidores do fator VIII da coagulação. A Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 80, assinada em 15 de setembro de 2026, saiu no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (15) e entrou em vigor na data da publicação.
No Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual da Saúde e as secretarias municipais passam a ter esse texto como referência para regular o acesso das crianças ao medicamento pelo SUS. Pela portaria, os gestores estaduais e municipais devem estruturar a rede assistencial, definir os serviços de referência e estabelecer os fluxos de atendimento, conforme suas competências e pactuações.
O que o protocolo define
O documento traz o conceito de uso do medicamento, critérios de diagnóstico, de inclusão e de exclusão, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação.
Também serve para autorizar, registrar e ressarcir os procedimentos ligados ao tratamento.
Ao contrário da terapia tradicional com fator VIII, que exige infusões nas veias, o emicizumabe é aplicado por via subcutânea.
Segundo o ministério, o tratamento também diminuiria a frequência dos sangramentos.
A norma torna obrigatório informar o paciente ou o responsável legal sobre os riscos e efeitos adversos do uso do emicizumabe nessa faixa etária.
Como é o atendimento no RS
Em Porto Alegre, a Clínica de Hematologia, vinculada ao Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (Hemorgs), é referência no diagnóstico e no acompanhamento da hemofilia.
A clínica atende pacientes com coagulopatias hereditárias e distribui fatores de coagulação fornecidos pelo Ministério da Saúde a pacientes e hemocentros regionais.
Segundo o governo gaúcho, em abril de 2024 o estado tinha 2.819 pacientes cadastrados com coagulopatias hereditárias, 678 deles com hemofilia A. Esse total inclui adultos e crianças. A portaria não fixa data para o início da oferta nem o número de crianças atendidas.
Serviço
Protocolo completo: fica no site do Ministério da Saúde, na área de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).
Hemorgs: Avenida Bento Gonçalves, 3722, Partenon, Porto Alegre; telefone (51) 3336-6755.
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