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Maruim do Litoral Norte se cria em cepo de bananeira e matéria orgânica, diz Fiocruz

Enquanto a Secretaria Estadual da Saúde testa inseticidas por nove semanas em Três Forquilhas, a limpeza do terreno é a medida indicada para reduzir o inseto.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 14:14 · 2 min de leitura

Maruim do Litoral Norte se cria em cepo de bananeira e matéria orgânica, diz Fiocruz
Foto: Divulgação/Governo do RS

O maruim (Culicoides paraensis), inseto que incomoda moradores do Litoral Norte, se reproduz em matéria orgânica em decomposição, como folhas, cascas de frutas caídas e cepos de bananeira. A informação é do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Para a instituição, controlar o inseto exige eliminar os criadouros, e o ideal é remover o substrato onde ele se reproduz.

Isso muda a rotina de quem mora perto de bananais e áreas de mata. Esvaziar vasos e pneus, medida de combate ao Aedes aegypti, não ataca o criadouro do maruim. Nos quintais, a orientação é limpar o terreno e não deixar folhas, cascas de frutas ou outra matéria orgânica em decomposição no chão, o que pode reduzir a proliferação do inseto no local.

O que é o cepo e onde o inseto se cria

Nos bananais, a fêmea deposita os ovos no cepo, a parte do caule que fica no solo quando a bananeira é cortada para a colheita.

No caso do cepo, a Fiocruz indica o manejo integrado do bananal.

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) também descreve os criadouros como ambientes com matéria orgânica em decomposição e muita umidade, associados a áreas agropecuárias próximas à Mata Atlântica, em especial ao plantio de banana.

O inseto mede entre 1 e 3 milímetros e pode provocar picadas incômodas. Ele é o principal vetor da febre Oropouche, doença cujos sintomas lembram os da dengue.

Estado testa inseticidas em Três Forquilhas

A SES informou na quinta-feira (8) o início de um estudo em Três Forquilhas. O trabalho dura nove semanas e combina aplicações de inseticidas com coletas periódicas para avaliar os resultados.

A pesquisa abrange áreas residenciais, dentro e no entorno das casas, e regiões agrícolas com cultivo de banana.

Os pesquisadores também vão identificar as espécies presentes, os horários de maior atividade do inseto e possíveis locais de reprodução.

O trabalho envolve órgãos estaduais, Ministério da Saúde, Fiocruz, Embrapa e a prefeitura de Três Forquilhas.

O monitoramento estadual já identificou o maruim em Dom Pedro de Alcântara, Itati, Maquiné, Mampituba, Terra de Areia e Três Forquilhas.

Sem transmissão local no estado

O Rio Grande do Sul não tem registro de transmissão local da febre Oropouche. Desde 2024, foram confirmados dois casos no estado, ambos contraídos fora do território gaúcho.

A SES não informou quando saem os resultados parciais do estudo.

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