RS tem 7,2 mil hectares de noz-pecã e colheu até 7 mil toneladas após a enchente
Safra 2025/2026 foi de recuperação, com 1.000 a 1.200 quilos por hectare; Bento Gonçalves recebe o III ENAPecan em 12 e 13 de novembro.
Redação Bairrista · Repórter de Clima · · 2 min de leitura

O Rio Grande do Sul tem mais de 7,2 mil hectares cultivados com noz-pecã, e mais de 5,6 mil foram colhidos na safra 2025/2026. A produção ficou entre 6 mil e 7 mil toneladas, segundo o extensionista rural da Emater Antônio Borba. Os números foram apresentados à imprensa na sede da Emater, em Porto Alegre.

A produtividade média foi de 1.000 a 1.200 quilos por hectare. Borba classificou a colheita como "uma safra de recuperação pós-enchente". Os produtores gaúchos se reúnem em Bento Gonçalves, na Serra, para discutir mercado, qualidade e produtividade.
Encontro nacional tem cinco eixos e visita a propriedade
O III Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan) acontece em 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes. O pesquisador da Embrapa Carlos Martins apresentou os eixos de palestras e painéis. "Vamos falar de mercado, de qualidade, produtividade e também serão apresentados cases de sucesso na pecanicultura", disse. O eixo 5 vai tratar de inovação técnica, com alternativas de cultivo e produtividade.
A programação termina com visita à propriedade da família Cantelli.
Do pequeno ao grande produtor
A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Maria Teresa De Carli, lembrou que as duas primeiras edições foram em Encruzilhada do Sul e Cachoeira do Sul. Segundo ela, são realidades diferentes dentro do estado, o que mostra que a pecanicultura envolve desde a agricultura familiar até o grande produtor.
Maria Teresa defende a integração dos produtores para a troca de conhecimento e a busca de políticas públicas para o setor. "Esse encontro é o momento de trazer o produtor, a agroindústria, toda a cadeia, porque senão cada um fica no seu mundinho", afirmou.
Também estiveram presentes o presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, o responsável pelo Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecanicultura (Pró-Pecã), Paulo Lipp João, e o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra. O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, participou de forma online.
Serviço
III ENAPecan: 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves. O encontro é promovido pelo IBPecan, pela Embrapa, pela Emater/RS-Ascar e pela Prefeitura de Bento Gonçalves. Correalizam a Pecantelli, o IFRS Campus Bento Gonçalves e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, por meio do Pró-Pecã. O Sebrae e o Senac apoiam.
Perguntas frequentes
Quando acontece o III ENAPecan?
Nos dias 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves.
Quantos hectares de noz-pecã o RS tem?
Mais de 7,2 mil hectares cultivados, com mais de 5,6 mil colhidos na safra 2025/2026.
Qual foi a produtividade da safra?
Entre 1.000 e 1.200 quilos por hectare, segundo a Emater.
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