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Rio Grande bate quilha do 1º navio da Transpetro; obra terá 1,7 mil empregos em 2027

Estaleiro da Zona Sul tem 13 navios encomendados pela estatal e já soma mais de 500 trabalhadores só nos quatro Handymax.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 13:55 · 1 min de leitura

Imagem de divulgação do Estaleiro Rio Grande, onde começou a construção dos navios Handymax da Transpetro
Foto: Divulgação/Terra

O Estaleiro Rio Grande fez nesta quinta-feira (15) o batimento de quilha do primeiro dos quatro navios Handymax encomendados pela Transpetro, subsidiária da Petrobras. O ato ocorreu seis meses após o início do processamento do aço do casco. A cerimônia reuniu trabalhadores do estaleiro e representantes da estatal.

Para a Zona Sul, o marco traz emprego. O contrato dos quatro navios, de US$ 278 milhões (US$ 69,5 milhões por embarcação), mobiliza hoje cerca de 500 pessoas. A expectativa é chegar a mil até o fim de 2026 e a aproximadamente 1,7 mil no pico da produção, estimado para 2027.

O que é o batimento de quilha

A quilha é a "espinha dorsal" do navio, por onde a construção começa. O batimento é uma tradição secular, tida como símbolo de proteção e boa sorte para a embarcação e seus tripulantes.

Na prática, a cerimônia marca o início formal da montagem dos cascos. O aço vem sendo processado nas áreas fabris da Ecovix desde abril, conforme o cronograma combinado com a Transpetro.

Os Handymax vão transportar derivados claros de petróleo, como diesel marítimo, diesel S10, diesel S500 e gasolina de aviação. Eles fazem parte do Programa Mar Aberto, voltado à renovação e ampliação da frota própria do Sistema Petrobras.

Estaleiro tem outros nove navios na fila

Além dos quatro Handymax, o estaleiro mantém contratos para outras nove embarcações, o que leva o total a 13. Pelos dados da Ecovix, são quatro Handymax, feitos por meio do Consórcio Marenova, e cinco navios-tanque pressurizados. Os outros quatro são da classe MR1, de médio porte.

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