G7 promete US$ 2,5 bilhões em fertilizantes para 44 países sob risco de fome
Anúncio do ministro francês Roland Lescure, em Bangcoc, vem com o petróleo acima de US$ 100 e a ureia em torno de US$ 470 por tonelada no Brasil.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 14:33 · 2 min de leitura

Os países do G7 prometeram, nesta quinta (15), em Bangcoc, US$ 2,5 bilhões (R$ 12,6 bilhões) para que nações em risco de insegurança alimentar comprem fertilizantes. O anúncio foi feito pelo ministro da Economia da França, Roland Lescure. Ele falou à imprensa depois de uma reunião anual do Banco Mundial e do FMI.
O Brasil depende do mesmo mercado que está sob pressão: cerca de 93% dos fertilizantes usados no país vêm de fora, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Por isso, o preço do adubo pesa nas lavouras de soja, milho e trigo do RS e, mais adiante, no preço da comida.
Banco Mundial aponta 44 países em risco
"Comprometemo-nos coletivamente a disponibilizar 2,5 bilhões de dólares para contribuir para a segurança alimentar, concentrando-nos em uma questão crucial: a dos fertilizantes", disse Lescure. Segundo o ministro, o Banco Mundial identificou 44 países que podem ter problemas de segurança alimentar. A lista não foi divulgada. A França preside o G7 neste ano.
A origem do problema é a energia. A alta do petróleo e do gás, causada pela guerra no Oriente Médio, encareceu fertilizantes e combustíveis e ameaça a produtividade das lavouras.
Ureia disparou em abril e depois recuou
No Brasil, a alta foi forte no início do conflito. Em 10 de abril, a ureia chegou a cerca de US$ 760 por tonelada, em valores CFR, segundo o Itaú BBA. O projeto Campo Futuro, da CNA e do Senar, apontou alta de 40% no preço médio da ureia ao produtor durante o conflito. No MAP, fertilizante fosfatado, a alta foi de 20%.
Depois, o quadro mudou. Segundo a consultoria Argus, a referência da ureia no Oriente Médio caiu cerca de 50%, de US$ 918 por tonelada em abril para US$ 475. Em outubro, o Itaú BBA registra a ureia a US$ 470 por tonelada no CFR Brasil, 3% acima do início de setembro. O banco liga essa alta aos riscos de logística do conflito, com o petróleo Brent acima de US$ 100 por
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