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Revisão de 38 estudos associa consumo de maçã a melhora na glicemia, nos vasos e na microbiota

Trabalho na Food & Function reúne 13 estudos de efeito imediato, 22 de médio e longo prazo e três mistos; nutricionista do Einstein pede cautela.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Maçãs vermelhas em cesto e uvas azuis expostas em banca de mercado de frutas.
Foto: FOTO:Fortepan — ID 27081: Adományozó/Donor: Konok Tamás id. archive copy at the Wayback Machine / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Uma revisão sistemática de 38 estudos em humanos associou o consumo de maçã e de produtos à base da fruta a uma melhora geral em marcadores cardiometabólicos e funcionais. A conclusão dos autores é de melhora geral nesses marcadores. O trabalho foi publicado na revista Food & Function, da Royal Society of Chemistry.

Quadro: Revisão de 38 estudos associa consumo de maçã a melhora na glicemia, nos vasos e na microbiota
Em números · Bairrista

Os estudos incluídos têm desenhos diferentes entre si, o que limita comparações diretas.

O que os estudos mediram

Os estudos testaram tanto efeitos logo após a refeição quanto intervenções de médio e longo prazo.

Nos testes de efeito imediato, a maçã comida antes da refeição de teste reduziu a resposta de glicose e de insulina no sangue, na comparação com o grupo controle. Esses estudos também apontaram melhora na dilatação dos vasos após estímulo (a chamada FMD, medida da função do endotélio, a camada que reveste as artérias), no óxido nítrico e no potencial antioxidante. Já nas intervenções mais longas, o que apareceu foi melhora na composição da microbiota intestinal. Os autores observam que os efeitos diferem entre os estudos de curto prazo e os de médio e longo prazo.

Nutricionista pede cautela

A nutricionista Isis Helena Avelino, do Einstein Hospital Israelita, afirma que as populações participantes e as quantidades de maçã variam de um estudo para outro, o que "exige cautela antes de estabelecer conclusões definitivas". Ela explica que as fibras da fruta chegam ao intestino grosso e servem de alimento para bactérias benéficas, como as bifidobactérias, que produzem ácidos graxos de cadeia curta ligados à barreira intestinal e ao controle da inflamação.

O Ministério da Saúde orienta priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, categoria em que a maçã se encaixa. A orientação individual, sobretudo para quem tem diabetes ou doença cardiovascular, cabe ao médico ou ao nutricionista.

O artigo completo, intitulado "Apples and apple-based products in the modulation of cardiometabolic and functional markers: a systematic review of human intervention studies", pode ser consultado no site da Royal Society of Chemistry, pelo DOI 10.1039/D5FO05460E.

Perguntas frequentes

Maçã faz bem para a glicemia?

Em testes de efeito imediato, a maçã comida antes da refeição reduziu a resposta de glicose e de insulina no sangue, na comparação com o grupo controle. A nutricionista Isis Helena Avelino pede cautela, pois os estudos variam em populações e quantidades.

Maçã melhora a microbiota intestinal?

Nas intervenções de médio e longo prazo, houve melhora na composição da microbiota intestinal, segundo a revisão de 38 estudos publicada na Food & Function.

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