Receita apreende 3.306 canetas emagrecedoras no RS em 2026, 26 vezes o total de 2025
Balanço de janeiro a setembro soma R$ 1,27 milhão em produtos sem registro na Anvisa; a Polícia Federal mira venda em Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Segundo a Receita Federal, 3.306 canetas emagrecedoras importadas ilegalmente foram apreendidas no Rio Grande do Sul entre janeiro e setembro de 2026, conforme levantamento divulgado pela GaúchaZH. Em todo o ano de 2025, foram 124 unidades. O volume atual equivale a cerca de 26 vezes o total do ano passado, e o valor estimado dos produtos chegou a R$ 1,27 milhão.
Para quem vive no estado, o recado é direto: canetas sem registro na Anvisa não passam por controle de qualidade nem de transporte, e quem compra fora da farmácia não tem como saber o que está aplicando.
Produto sem controle pode perder eficácia
A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro. Produto sem registro na Anvisa não tem origem nem transporte controlados.
Norberto Campos, especialista em Vigilância Sanitária da Anvisa, apontou risco iminente à saúde do usuário, com possível comprometimento renal, entre outros problemas.
Em Tabaí, segundo o portal Litoralmania, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou em 11 de outubro, durante abordagem ligada a uma denúncia de dinheiro falso, embalagens apresentadas como canetas emagrecedoras com pedras de brita no lugar do medicamento.
PF cumpriu mandados no Vale do Rio Pardo
Em 8 de outubro, a Polícia Federal (PF) fez a Operação Off-label, com três mandados de busca e apreensão: dois em Venâncio Aires e um em Santa Cruz do Sul. Os agentes encontraram mais de 80 ampolas de tirzepatida fabricadas no Paraguai, além de seringas, máquinas de cartão e celulares. A investigação apura a importação e a venda de canetas estrangeiras sem autorização da Anvisa.
A PF não informou se o material da operação entra na contagem da Receita.
Como se proteger
O critério básico é o registro na Anvisa. Produto sem registro, de origem incerta ou vendido por perfil de rede social, academia ou clínica de estética não deve ser usado. Aparência da embalagem não prova que a caneta é legítima. Em caso de dúvida, a checagem deve ser feita nos canais oficiais da Anvisa e na vigilância sanitária do município antes de qualquer aplicação.
Perguntas frequentes
Como saber se uma caneta emagrecedora é legítima?
O critério básico é o registro na Anvisa; produto sem registro, de origem incerta ou vendido por redes sociais, academias ou clínicas de estética não deve ser usado, e a checagem deve ser feita nos canais oficiais da Anvisa e na vigilância sanitária do município.
Quantas canetas emagrecedoras foram apreendidas no RS em 2026?
Entre janeiro e setembro de 2026, a Receita Federal apreendeu 3.306 unidades, contra 124 em todo o ano de 2025, somando R$ 1,27 milhão.
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