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R$ 5,79 bilhões esquecidos em bancos aguardam resgate, diz Banco Central

O dinheiro está em nome de 23,94 milhões de pessoas e 2,36 milhões de empresas, e o TCU segue analisando o uso de parte desses recursos no Desenrola 2.0.

Por que afeta o RS: Trabalhadores e famílias gaúchas com valores esquecidos em bancos podem resgatá-los pelo sistema do BC.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 04:37 · 2 min de leitura

R$ 5,79 bilhões esquecidos em bancos aguardam resgate, diz Banco Central
Foto: Banco Central do Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Banco Central (BC) informou nesta terça (13) que R$ 5,79 bilhões esquecidos em bancos, cooperativas de crédito, consórcios e outras instituições seguem disponíveis. Os dados vão até agosto de 2026, e o saldo subiu 2,6% em relação a julho. Desse total, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,48 bilhão a 2,36 milhões de empresas.

Quem mora no RS consulta do mesmo jeito que o resto do país. Basta digitar CPF e data de nascimento, ou CNPJ e data de abertura da empresa. Também vale para parentes que morreram: herdeiros, inventariantes ou representantes legais fazem a consulta e o pedido.

Quase 70% têm até R$ 10 para receber

Os valores costumam ser pequenos. Segundo o BC, 69,4% dos valores a receber são de até R$ 10. Só 2,21% dos beneficiários têm mais de R$ 1 mil.

Os bancos guardam a maior fatia, R$ 2,46 bilhões (42,4% do total). As administradoras de consórcios têm R$ 1,97 bilhão, e as cooperativas de crédito, R$ 805,6 milhões. Desde o início do sistema, o BC identificou R$ 22,3 bilhões esquecidos, dos quais cerca de R$ 16,4 bilhões já voltaram aos correntistas.

Pix e conta gov.br para pedir a devolução

A consulta e o pedido são feitos só no site valoresareceber.bcb.gov.br. Para pedir o resgate, é preciso entrar com conta gov.br de nível prata ou ouro. Se a instituição aderiu ao sistema, aparece a opção "Solicitar por aqui", e o valor é devolvido via Pix em até 12 dias úteis. Quem não tem chave Pix deve procurar a instituição indicada pelo sistema para combinar outra forma de recebimento.

O serviço é gratuito. O BC não envia links nem e-mails a correntistas, e ninguém está autorizado a contatar o cidadão em nome do banco ou do sistema.

TCU analisa uso no Desenrola 2.0

Parte do dinheiro foi parar no Desenrola 2.0. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação sobre a transferência de cerca de R$ 5,7 bilhões desses valores para o Fundo Garantidor de Operações (FGO). O fundo dá garantia às renegociações de dívidas. Como o dinheiro não passa pelo Orçamento da União, ele fica fora dos limites de despesa do arcabouço fiscal.

Em 25 de agosto, o plenário do TCU derrubou, por 5 votos a 3, a decisão individual do ministro Walton Alencar Rodrigues, que havia suspendido o mecanismo dois dias antes. Com isso, os valores do sistema puderam voltar a ser transferidos ao FGO. A apuração do tribunal sobre o uso desses recursos segue.

Serviço

  • Onde consultar: valoresareceber.bcb.gov.br (único endereço oficial)
  • O que informar: CPF e data de nascimento (pessoa física) ou CNPJ e data de abertura (empresa)
  • Custo: gratuito
  • Para pedir a devolução: conta gov.br prata ou ouro e chave Pix
  • Prazo de pagamento pela opção "Solicitar por aqui": até 12 dias úteis

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