PT de Agudo diz que 1.800 eleitores não votaram e vê Senado e governo abaixo do esperado
Presidente do partido, Sergio Amaral de Mello, avaliou o primeiro turno à Rádio Agudo nesta terça (13); no RS, Zucco foi eleito com 58,05% dos votos válidos.
Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 09:11 · 2 min de leitura

O presidente do PT de Agudo, Sergio Amaral de Mello, afirmou à Rádio Agudo, nesta terça (13), que cerca de 1.800 eleitores do município deixaram de votar no primeiro turno, de 4 de outubro. Segundo ele, a conta inclui abstenções, votos brancos e nulos. Mello também disse que o desempenho do partido no Senado e na disputa pelo governo gaúcho ficou abaixo do esperado.
Para quem vive em Agudo e na Quarta Colônia, o quadro é este: o governo do Estado e as duas vagas no Senado já estão definidos. Luciano Zucco (PL) foi eleito governador ainda no primeiro turno, com 3.516.048 votos, o equivalente a 58,05% dos votos válidos. As duas vagas do RS no Senado ficaram com Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo). Para o gaúcho, só a Presidência segue em jogo, no segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL), que teve 47,03% dos votos, e Lula (PT), com 45,16%.
Abstenção preocupava o partido
Mello disse que o PT temia o esvaziamento das urnas por se tratar de eleição para cargos estaduais e federais. Segundo ele, a abstenção foi expressiva em outros municípios da Quarta Colônia. No Estado, 1.819.041 eleitores (21,36%) não compareceram às urnas, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS). Na disputa para governador, os brancos somaram 324.123 votos (4,84%) e os nulos, 315.858 (4,72%).
Valdecir passa de 700 votos em Agudo
Mello citou os números dos candidatos petistas no município: Valdecir de Oliveira recebeu mais de 700 votos para deputado federal. Sidi Cardoso somou 192 votos para deputado estadual.
Sobre o governo do Estado, o dirigente avaliou que a composição entre partidos, com a aliança em torno de Juliana Brizola, não alcançou o resultado esperado. Brizola (PDT) ficou em segundo, com 31,65% dos votos válidos. No Senado, Manuela d'Ávila (PSOL) ficou em terceiro, e Paulo Pimenta (PT), em quarto, com 16,31%.
Mello afirmou ainda que a queda de desempenho não ficou restrita aos partidos de esquerda. Na avaliação dele, houve mudança no comportamento do eleitor também em relação às siglas de centro.
Suplente de vereador defende Plano Safra
O professor e suplente de vereador Gerson Schirmer também participou da entrevista. Filho de pequeno agricultor, ele contou que chegou ao mestrado e ao doutorado com apoio de programas educacionais dos governos Lula. Hoje é professor no campus da UFSM em Cachoeira do Sul.
Schirmer defendeu o Plano Safra e o incentivo à agricultura familiar. Também falou dos efeitos do tarifaço sobre as exportações brasileiras. Para ele, o apoio ao setor é necessário diante dos desafios dos produtores.
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