Netanyahu diz que atacar o Irã agora "não é conveniente"; Teerã executa mais um opositor
Comandante da Marinha da Guarda Revolucionária afirma controlar Ormuz e ameaça afundar navios dos EUA, mas o Comando Central americano contesta.
Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 09:33 · 2 min de leitura

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta (14) que um ataque ao Irã neste momento "não é conveniente". Ele indicou ser contra uma ofensiva dos EUA ou de Israel nos próximos dias, às vésperas das eleições israelenses. No mesmo dia, o Irã executou um opositor, e a Guarda Revolucionária voltou a dizer que controla o Estreito de Ormuz.
Tensão em Ormuz pesa no combustível dos postos gaúchos
Ormuz é a passagem do petróleo e do gás do Golfo Pérsico. Qualquer mudança no fluxo de navios pressiona o preço do barril, que pesa nos combustíveis vendidos no Brasil, inclusive nos postos do RS.
Guarda diz controlar Ormuz; EUA contestam
O contra-almirante Ali Azmaei, da Marinha da Guarda Revolucionária, ameaçou na terça (13) afundar navios de guerra americanos que se aproximem do estreito, segundo a agência estatal IRNA. Ele afirmou que o estreito e o Golfo estão sob controle da Guarda e que ela emite autorizações para embarcações que vão ou vêm de portos iranianos.
O Comando Central dos EUA (Centcom) rejeitou a versão. Disse que forças americanas ajudaram parceiros do Golfo a transportar mais de 19 milhões de barris de petróleo pelo estreito na segunda (12). Os EUA mantêm um bloqueio naval a navios que entram ou saem de portos iranianos, retomado em 14 de julho.
Katz ameaça tomar mais território no sul do Líbano
"Na minha opinião, isso não é conveniente para nós", disse Netanyahu à Rádio do Exército. A fala veio um dia após o Canal 12 informar que ele havia pedido ao presidente dos EUA, Donald Trump, a retomada dos combates antes da eleição israelense de 27 de outubro.
O ministro da Defesa, Israel Katz, falou em ampliar a ação no Líbano. Se o Hezbollah "se juntar ao Irã em um ataque a Israel", disse, perderá território no sul libanês. As áreas de Nabatieh e do rio Litani passariam a integrar a zona de segurança permanente de Israel.
Irã executa alpinista condenado por ataques em Kerman
O Irã executou Ali-Sina Mostafavi, condenado por ataques armados em Kerman, no sudeste do país, durante a guerra com EUA e Israel, segundo a agência Mizan, do Judiciário iraniano. A Justiça disse que ele apoiava o opositor exilado Reza Pahlavi e mantinha ligações com Israel. Mostafavi tinha 38 anos e era alpinista e músico.
A equipe de comunicação de Pahlavi afirmou que ele foi torturado até confessar e condenado em julgamento de fachada. Na sexta (9), especialistas da ONU pediram ao Irã o fim imediato de todas as execuções. A Anistia Internacional contabilizou cinco execuções ligadas a protestos em uma semana.
Trump promete decidir sobre o Irã "muito em breve"
As eleições legislativas americanas ocorrem uma semana depois da votação em Israel. Trump disse que decidirá sobre o Irã "muito em breve".
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