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PT acusa Flávio Bolsonaro de legislar a favor do crime por projeto sobre munição

Em coletiva em Brasília, Edinho Silva reagiu à resposta do senador na sabatina da TV Globo, onde chamou o fim da marcação de "detalhezinho".

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 16:28 · 1 min de leitura

Ilustração: foto do Senado Federal, em Brasília, sede da discussão sobre o projeto de munição (crédito: Wikimedia Commons, CC BY 2.0).
Foto: Senado Federal from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse neste sábado (17) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) "legisla a favor" do crime organizado. O alvo é o projeto, defendido por Flávio, que acaba com a marcação das munições compradas por órgãos de segurança pública.

Com a marcação, dá para saber de onde saiu cada cartucho e descobrir se munição paga com dinheiro público foi desviada.

O texto em debate é o PL 3.723/2019, enviado pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro. Ele muda o Estatuto do Desar

Na sexta-feira à noite (16), em sabatina na TV Globo, a jornalista Renata Lo Prete perguntou a Flávio sobre o projeto e os efeitos da proposta para as investigações criminais. Ele respondeu que seria um "detalhezinho" do texto.

"Alguém que propõe uma lei impedindo o rastreamento de munição é porque está legislando a favor da criminalidade, está legislando a favor do crime organizado. Acho que, nesse sentido, o Flávio Bolsonaro não tem nenhuma autoridade para debater segurança pública", declarou Edinho em coletiva em Brasília.

"Só interessa ao crime organizado, as facções e a milícia que você não rastreie a compra, a comercialização de munição", disse o dirigente.

Edinho também aludiu a supostas relações de Flávio com milicianos. Lembrou condecorações a milicianos feitas pelo senador, que chegou a empregar, no ex-gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, familiares do miliciano Adriano da Nóbrega.

Na mesma coletiva, o petista defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública e disse que, depois disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criará o Ministério da Segurança Pública.

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