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PL promete insistir na PEC das horas trabalhadas após a eleição, mesmo com fim da 6x1

Líder do partido na Câmara diz que o modelo de Rogério Marinho não prevê mínimo de horas nem salário mínimo e que o acordo entre as partes pode reduzir o pagamento.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 17:16 · 1 min de leitura

Foto de divulgação da Agência Senado relacionada à PEC das horas trabalhadas.
Foto: Divulgação/Agência Senado

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou na quarta-feira (14) que o partido vai insistir, depois da eleição, na PEC das horas trabalhadas. Segundo ele, o assunto fica para depois do pleito. O texto é do senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro .

Quadro: PL promete insistir na PEC das horas trabalhadas após a eleição, mesmo com fim da 6x1
Entenda em um quadro · Bairrista

A proposta cria um regime alternativo à CLT, no qual empregador e trabalhador negociam o valor do trabalho por "hora trabalhada" . Se avançar, a regra valeria em todo o país e abriria também aos trabalhadores gaúchos a opção de sair do contrato tradicional de carteira assinada.

O que o líder do PL diz sobre o modelo

Segundo Sóstenes, a PEC não estabelece salário mínimo nem quantidade mínima de horas semanais, e o acordo entre as partes pode prever redução salarial.

Questionado sobre 13º salário e férias remuneradas, o deputado respondeu que essas garantias não estão previstas no modelo proposto pelo PL. Sobre o modelo, o deputado resumiu: "A PEC não é CLT, você tem que mudar o chip" .

Sóstenes apresenta a proposta como opção. De acordo com ele, o trabalhador poderia escolher entre receber por hora trabalhada ou manter o vínculo regido pela CLT. Perguntado se a oposição insistiria no texto de Marinho, respondeu: "Lógico."

A fala ocorreu no mesmo dia em que foi aprovada a PEC que acaba com a escala 6x1 e garante dois dias de folga por semana, sem redução salarial. Sóstenes disse que o PL deveria apoiar o texto defendido pelo governo Lula nessa etapa.

O Palácio do Planalto é contra a proposta de Marinho.

O candidato do PL também mudou de posição no debate.

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