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Premiê da Albânia culpa 'guerra híbrida' por protestos que deixaram cerca de 300 feridos

Estudantes e professores ocupam as ruas de Tirana há uma semana, cobram a saída de Edi Rama e enfrentam gás, canhões de água e balas de borracha.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Manifestantes reunidos em frente a um prédio público em Tirana, capital da Albânia.
Foto: Albinfo / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, afirmou nesta terça (20) que os protestos violentos em Tirana fazem parte de uma "guerra híbrida" alimentada por forças estrangeiras. Ele descreveu os atos como uma campanha organizada por atores de fora do país. Segundo ele, o objetivo seria frear o avanço albanês e travar as negociações de adesão à União Europeia. O governo não apresentou provas públicas da interferência.

Quadro: Premiê da Albânia culpa 'guerra híbrida' por protestos que deixaram cerca de 300 feridos
Em números · Bairrista

As manifestações duram uma semana e já deixaram cerca de 300 feridos. Números oficiais anteriores à violência de segunda (19) somavam 295 feridos, 186 deles policiais. Uma delegacia e prédios do governo na capital foram atacados. Entre os alvos está o Ministério da Educação, ponto de encontro dos atos.

Estudantes cobram universidades e renúncia

O ciclo atual começou na terça (13), quando um protesto estudantil diante do Ministério da Educação terminou em confronto. Os alunos pedem melhores condições nas instituições de ensino e apoio financeiro adequado. Os atos também pedem o fim da corrupção e a renúncia de Rama, que governa desde 2013 e descarta sair. Nesta terça, centenas de professores universitários marcharam em solidariedade aos estudantes e contra a violência policial, segundo a AFP.

O movimento maior nasceu meses antes. Ele surgiu em protestos, em boa parte pacíficos, contra um resort de luxo no litoral sul. O projeto tem apoio de investidores como Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Moradores disseram à agência Reuters em julho que suas terras foram vendidas de forma irregular para o projeto.

Prisões e atuação da polícia

Até sábado (17), a polícia contava 167 presos em cinco dias de confrontos. A polícia usou balas de borracha, canhões de água e gás lacrimogêneo contra manifestantes. Sete policiais foram suspensos enquanto se investigam acusações de excesso. Rama também acusou opositores conservadores de incentivar a violência.

O premiê promete a adesão do país à União Europeia até 2030 e diz ser o único capaz de entregá-la.

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