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Prefeitura de Camaquã diz que sapos na Prainha são reprodução natural e pede cuidado

Comunicado da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Social recomenda atenção a quem caminha ou pedala perto do lago e proíbe o uso de sal contra os animais.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 03:30 · 2 min de leitura

Ilustração: pequenos sapos nas margens do lago da Prainha, em Camaquã, no Rio Grande do Sul
Imagem: Bairrista/IA

LINHA FINA: Comunicado da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Social pede atenção a quem caminha ou pedala perto do lago e condena o uso de sal contra os animais.

A Prefeitura de Camaquã, no Sul do RS, afirmou que os pequenos sapos no entorno do lago da Prainha aparecem por um processo natural de reprodução dos anfíbios. A explicação veio da equipe técnica da Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Social (SMHDS), em comunicado divulgado neste mês.

A Prefeitura pede que quem frequenta o complexo redobre a atenção nas calçadas e ciclovias perto do lago, porque os bichos são pequenos e passam despercebidos. Quem passeia com cães deve mantê-los na guia, para que não tentem abocanhar os sapos.

Chuva e calor aceleraram a metamorfose

Conforme a Prefeitura, a combinação de chuva forte e calor acelerou o desenvolvimento dos girinos. Depois da metamorfose, eles agora saem da água. A administração chama o fenômeno de reprodução explosiva: muitos animais da mesma espécie chegam juntos à fase juvenil em pouco tempo.

A Prefeitura fala em milhares de animais. Moradores do bairro Jardim do Forte enviaram ao Clic Camaquã, nesta quarta (14), imagens com centenas de pequenos anfíbios espalhados pelas ruas e calçadas da região.

O biólogo Silvano Gross também considera a situação normal. Segundo ele, espaços disponíveis para reprodução e poucos predadores naturais podem favorecer o aparecimento de grandes quantidades de anfíbios. Os animais estão em fase de dispersão depois de concluírem o desenvolvimento na água.

Sapo no lago não prova água limpa

O comunicado avisa que a presença dos sapos, sozinha, não garante que o lago esteja sem poluição. Os anfíbios servem como sinal das condições do ambiente, mas só análises específicas dizem como está a qualidade da água.

A Prefeitura também lembra que os anfíbios comem insetos e servem de alimento para outras espécies. A administração pede que a população não faça nada que machuque os animais ou prejudique a fauna local. Jogar sal ou produto químico sobre os sapos causa danos aos bichos e é conduta inadequada com a fauna nativa.

Moradores que encontrarem sapos em áreas particulares perto do parque devem evitar o contato direto e não machucá-los. Segundo a administração, a tendência é que os animais se espalhem aos poucos para áreas de vegetação mais densa e úmida nos próximos dias.

Serviço

  • Onde: Prainha, no Complexo Poliesportivo Ruy de Castro Netto, bairro Jardim do Forte, em Camaquã
  • O que fazer: atenção ao caminhar e pedalar; cães na guia; não ferir os animais
  • O que não fazer: usar sal ou produtos químicos contra os sapos

Perguntas frequentes

Por que há tantos sapos na Prainha, em Camaquã?

Segundo a Prefeitura, é um processo natural de reprodução. Chuva forte e calor aceleraram o desenvolvimento dos girinos, que agora saem da água após a metamorfose.

Pode jogar sal nos sapos?

Não. A Prefeitura afirma que jogar sal ou produto químico sobre os animais causa danos e é conduta inadequada com a fauna nativa.

O que fazer ao caminhar ou pedalar perto do lago da Prainha?

Redobrar a atenção nas calçadas e ciclovias, porque os sapos são pequenos e passam despercebidos. Cães devem ficar na guia.

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