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Preço de próteses e materiais para hospitais sobe 0,35% em setembro, mostra Índice OPME

Desde janeiro de 2017, o índice acumula queda nominal de 0,25%, mas cabeça e pescoço avançam 18,95% e itens cardiocirculatórios recuam 9,85%.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 1 min de leitura

Prateleiras com instrumentos e equipamentos cirúrgicos em um centro cirúrgico.
Foto: haitham alfalah / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Os preços de órteses, próteses e materiais especiais (OPME) usados em hospitais subiram 0,35% em setembro de 2026, segundo o Índice OPME. Em agosto, a alta havia sido de 0,02%. A série, iniciada em janeiro de 2017, ainda acumula queda nominal de 0,25% até setembro.

Para hospitais e operadoras do RS que compram esses materiais, o número médio esconde cenários bem distintos. Cabeça e pescoço acumulam alta de 18,95% no período, e o sistema musculoesquelético e articulações subiu 8,10%. O sistema cardiocirculatório foi no caminho oposto, com recuo de 9,85%.

A alta de setembro e a queda acumulada não se contradizem: uma mede só o mês; a outra, o resultado desde janeiro de 2017.

Índice mede preços do mercado brasileiro, não do RS

O Índice OPME é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a Bionexo. O índice se baseia em transações entre hospitais e fornecedores registradas na plataforma da Bionexo.

O indicador retrata o mercado brasileiro, não uma medição específica de hospitais gaúchos. Por isso, ele não permite dizer sozinho quanto os custos mudaram no Rio Grande do Sul. O efeito local depende do preço negociado por cada hospital e operadora, dos materiais usados e dos contratos. Segundo a metodologia, o índice não mede preços no varejo nem tem relação direta com os custos de hospitais e planos de saúde. A série também não mostra gasto do SUS nem o que o paciente paga.

A Fipe e a Bionexo não detalharam, nas informações consultadas, os hospitais e fornecedores da amostra, os pesos de cada especialidade ou as causas da diferença entre cabeça e pescoço e o sistema cardiocirculatório.

O índice é publicado todos os meses, e a próxima edição deve trazer o resultado de outubro.

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