Unimed Vale do Sinos projeta torre com 100 leitos e as primeiras UTIs de São Leopoldo
Projeto de sete pavimentos prevê 20 leitos de terapia intensiva e ressonância magnética, com obras previstas para julho de 2027.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 3 min de leitura

A Unimed Vale do Sinos apresentou nesta quinta (22) o projeto de uma nova torre de sete pavimentos no Complexo Hospitalar de São Leopoldo. O projeto prevê as primeiras UTIs do hospital na cidade, a ampliação do bloco cirúrgico e o aumento dos leitos, dos atuais 28 para 100.

Para quem vive em São Leopoldo e região, a mudança tem efeito direto: hoje, o paciente que precisa de recursos de alta complexidade começa o atendimento na cidade e muitas vezes termina em Novo Hamburgo. A cooperativa diz que a torre deve encerrar esse trajeto. O médico Rafael Vilanova, do Pronto Atendimento da Unimed Vale do Sinos, afirmou que o paciente "iniciará o atendimento em São Leopoldo e terminará o atendimento em São Leopoldo".
O que a torre terá
A ampliação contempla uma UTI Adulto e uma UTI Pediátrica, ambas com dez leitos. A superintendente de Serviços Próprios da Unimed Vale do Sinos, Júlia Habigzang, confirmou que a unidade atual não tem UTI em São Leopoldo. Segundo ela, o hospital faz entre 7 mil e 9 mil atendimentos mensais na emergência, e a expansão deve permitir praticamente dobrar essa capacidade.
O bloco cirúrgico passará de quatro para sete salas, e o Centro de Diagnóstico por Imagem deve receber um equipamento de ressonância magnética, hoje disponível apenas em Novo Hamburgo. O projeto inclui ainda um Centro da Mulher, com mamografia e ecografia mamária, além de uma ala premium para pacientes particulares e cirurgia plástica. Uma sala híbrida para hemodinâmica está em estudo.
A área construída da torre será de 18.508 metros quadrados; somada ao prédio existente, o complexo chegará a 23.464 m². A Unimed também planeja um edifício-garagem de seis pavimentos, com cerca de 220 vagas, numa área central da cidade.
Passarela sobre a Rua São Pedro
A torre será erguida em terrenos que a cooperativa comprou nos fundos do hospital. Como a Rua São Pedro passa entre os dois prédios, o projeto prevê uma passarela ligando o terceiro pavimento de cada um, solução parecida com a de Novo Hamburgo. Lá, o complexo tem passarela sobre a Rua Normélio Stabel. A Unimed não informou o prazo da passarela nem se haverá interferência no trânsito durante as obras.
A gerente hospitalar e de unidades, Joseane Kremer, disse que a expansão considera a demanda de clientes de vários municípios da região. O presidente da Unimed Vale do Sinos, Luis Carlos Melo, afirmou que a torre amplia a complexidade dos atendimentos em São Leopoldo. A estrutura existente do hospital também deverá passar por reformas em uma etapa posterior.
Cronograma preliminar
O projeto está em planejamento, com regularização dos terrenos, elaboração dos projetos de arquitetura e engenharia e obtenção de licenças ainda pendentes. O cronograma prevê aprovações e alvará de construção até maio de 2027, e a contratação da construtora entre maio e junho. As obras devem começar em julho de 2027 e levar de um ano e meio a dois anos, tempo que inclui a instalação dos equipamentos e a preparação do prédio para funcionar.
Perguntas frequentes
Quando começam as obras da torre da Unimed em São Leopoldo?
As obras devem começar em julho de 2027 e levar de um ano e meio a dois anos.
Quantos leitos o hospital da Unimed terá em São Leopoldo?
Os leitos passam dos atuais 28 para 100, incluindo 10 de UTI Adulto e 10 de UTI Pediátrica.
A torre terá ressonância magnética em São Leopoldo?
Sim, o Centro de Diagnóstico por Imagem deve receber um equipamento de ressonância magnética, hoje disponível apenas em Novo Hamburgo.
Saber mais
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