CBS começa a valer em 1º de janeiro, mas a alíquota só sai até 15 de dezembro
Receita já entregou o cálculo ao TCU, e o Senado fixa o percentual; governo estima R$ 636 bilhões em arrecadação com o tributo em 2027.
Por que afeta o RS: A CBS substitui PIS, Cofins e IPI, tributos que incidem sobre o consumo e a produção em todo o estado, alterando a carga sobre bens e serviços vendidos no RS.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) passa a ser cobrada em 1º de janeiro de 2027. Ela substitui PIS e Cofins e assume o lugar do IPI, que fica só para itens ligados à Zona Franca de Manaus. A informação consta de reportagem divulgada nesta quinta (22) pela Agência Câmara. Até lá, o percentual que as empresas vão aplicar nas notas fiscais ainda precisa ser fixado pelo Senado.
Para o gaúcho, a mudança chega ao preço de produtos e serviços e à rotina de quem vende. No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Fazenda prepara servidores para as novas rotinas da reforma, que só se completa em 2033, com a transição do IBS. A CBS é federal e vale igualmente em todo o estado.
Quem define a alíquota, e quando
A CBS vinha em fase de testes. As informações fiscais são registradas, mas ainda não há cobrança efetiva dos novos tributos. Em 2027 isso muda.
O percentual segue um rito previsto em lei. Em setembro, a Receita Federal enviou ao Tribunal de Contas da União (TCU) o modelo de cálculo da alíquota da CBS. O TCU tem até 30 de outubro para homologar os cálculos e enviá-los ao Senado. Depois, o Senado tem até 15 de dezembro para fixar a alíquota oficial por resolução. Se o prazo passar sem resolução, vale a alíquota calculada pelo TCU a partir de 1º de janeiro de 2027.
A Receita enviou o modelo sem estimar o percentual. O teto de 26,5% previsto na reforma vale para a soma de CBS e IBS, não para a CBS isolada. Para 2027 e 2028, a legislação prevê redução de 0,1 ponto percentual na alíquota, com exceção dos combustíveis.
O que pesa no preço e no caixa
O governo federal estima arrecadar R$ 636 bilhões com a CBS no próximo ano, segundo o projeto de Orçamento de 2027. O tributo é não cumulativo: o imposto pago nas etapas anteriores da cadeia pode ser compensado. Famílias inscritas no CadÚnico terão direito a cashback, a devolução de parte do imposto pago em produtos e serviços essenciais.
O efeito final sobre o consumidor depende do percentual. O advogado tributarista Erich Endrillo afirmou, em entrevista à Agência Câmara, que a manutenção da carga dependerá das alíquotas dos novos tributos e que o setor de serviços pode ter aumento.
O que vem depois da CBS
Em 2027, o IBS também entrará em fase de testes. O IBS é a parcela de estados e municípios. ICMS e ISS serão reduzidos gradualmente entre 2029 e 2032, com vigência integral do IBS prevista para 2033. Segundo a Câmara, o governo previa enviar ao Congresso, "nos próximos dias", um projeto sobre as alíquotas do Imposto Seletivo.
Os próximos passos têm data. O TCU deve enviar os cálculos ao Senado até 30 de outubro, e o Senado fixa a alíquota por resolução até 15 de dezembro. A cobrança da CBS começa em 1º de janeiro de 2027.
Saber mais
Leia também
Expresso Presidente Getúlio assume ônibus de Estância Velha em 6 de novembro

Arrecadação federal soma R$ 239,4 bi em setembro, recorde para o mês, com alta de 5,62%

Arrecadação federal soma R$ 2,351 trilhões até setembro, alta real de 6,97%

MRV abre 67 vagas em seis obras de Porto Alegre, Canoas e Gravataí

Mais lidas
1Advogado Sebastian Watenberg é sondado para diretoria do Banrisul no governo Zucco2Adolescente de 16 anos cai do 3º pavimento de shopping em Caxias e está em estado grave3Falhas críticas no PHP tiram sites do ar pelo mundo; correção está nas versões 8.2 a 8.54Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio e inelegibilidade por 8 anos5PL pede ao TSE a cassação de Lula por mensagens do GovBR sobre programas sociais