Polícia detém fundador do movimento Cockroach antes de ato em Nova Délhi
Abhijeet Dipke foi levado de casa horas antes de ato em Connaught Place; o grupo exige a saída do chefe da Comissão Eleitoral.
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 11:54 · 2 min de leitura

A polícia indiana deteve nesta sexta (16) Abhijeet Dipke, fundador e líder do Cockroach Janta Party (CJP), antes de novos protestos que pedem a saída do chefe da Comissão Eleitoral.
Dipke, 31 anos, foi detido pouco antes do ato no Central Park, em Connaught Place, área comercial no centro de Nova Délhi.
A Comissão Eleitoral nega favorecer qualquer partido. O BJP, partido do primeiro-ministro Narendra Modi, acusa a oposição de enganar o país.
Aviso da polícia citou proibição de reuniões
Dipke foi detido em casa, quando saía para o protesto.
Mais cedo, policiais foram à residência dele, em Jhandewalan, e entregaram um aviso contra a marcha.
A polícia citou as proibições em vigor na área e a falta de autorização do conselho municipal de Nova Délhi (NDMC) para a marcha. O aviso foi emitido com base na Seção 163 da Bharatiya Nagarik Suraksha Sanhita (BNSS). A polícia não informou se Dipke continua sob custódia.
Dipke convocou o ato em apoio a dois dirigentes do CJP, presos nesta semana por cinco dias por protestarem em local proibido.
A Polícia de Délhi pediu que os manifestantes ficassem longe e citou ordens que restringem aglomerações. O NDMC fechou o parque por dois dias.
Comerciantes da região foram à Suprema Corte para barrar o protesto.
Revisão das listas é o centro da disputa
O CJP, grupos de oposição e organizações estudantis fazem protestos quase diários neste mês. Eles exigem a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, por causa da revisão das listas de eleitores. Os críticos dizem que a revisão favorece o BJP.
Mais de 130 milhões de eleitores foram excluídos na revisão, segundo dados da Comissão Eleitoral. O órgão afirma que quem foi excluído por engano pode se recadastrar.
Os atos mais recentes começaram depois de uma reportagem do jornal The Indian Express. Segundo o jornal, dois adjuntos de Kumar levantaram dúvidas internas sobre as mudanças nas listas, os procedimentos de registro e os sistemas digitais.
Segundo a Reuters, o movimento virou um dos maiores desafios políticos de Modi e do BJP em 12 anos de poder.
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