Polícia Civil investiga deputado do PL por importunação sexual e tiro em balada em SP
Pistola .380 do deputado Marcelo Aguiar disparou em casa noturna do Itaim Bibi e atingiu de raspão o pé do apresentador Fred Bruno; Alesp apura uso de placa oficial.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Civil de São Paulo investiga se o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) cometeu importunação sexual e se o tiro disparado da arma dele foi intencional. O caso ocorreu na madrugada de segunda (19), em uma casa noturna do Itaim Bibi, na zona sul da capital paulista.
O disparo atingiu de raspão o pé do apresentador do Globo Esporte Fred Bruno. Em vídeo nas redes sociais, ele afirmou: "Eu estou bem, porém, é algo muito sério".
O caso corre em São Paulo e não tem ligação com órgãos do Rio Grande do Sul. Para quem acompanha de longe, a distinção é esta: a autoria do tiro e o crime sexual ainda não foram esclarecidos pela polícia, e as versões divergem.
Versões divergentes sobre o tiro
Testemunhas relataram que o parlamentar aparentava embriaguez e abordava mulheres sem que elas demonstrassem interesse antes da confusão. A Polícia Civil apura se o disparo foi acidental, quando o deputado caiu durante a discussão. O registro da Polícia Militar aponta que ele sacou a arma e atirou ao se sentir acuado. Uma das linhas de investigação é verificar se alguém tentou pegar a arma durante o bate-boca.
A PM apreendeu uma pistola Glock G42, calibre.380. A corporação informou que o deputado tinha porte de arma válido. Depois de depor, Aguiar foi liberado da delegacia em razão da imunidade parlamentar.
A assessoria do deputado afirmou que ele estava sob efeito de medicamentos fortes, que teriam provocado uma "reação adversa", e que ele se envolveu em uma discussão. Em nota, negou que Aguiar tenha sido preso e informou que ele prestou esclarecimentos e foi liberado.
Placa oficial e Conselho de Ética
Pelo portal de transparência da Assembleia Legislativa (Alesp), a placa AL103 é destinada a um Toyota Corolla, mas o deputado usava um BYD. Em nota, a Alesp disse ver o episódio "com preocupação" e abriu apuração interna sobre as placas oficiais em um veículo fora da frota.
As deputadas estaduais Ediane Maria e Monica Seixas, ambas do PSOL, acionaram o Conselho de Ética da Alesp na segunda para avaliar os fatos. Monica Seixas pediu a cassação do mandato. A presidência da Alesp afirmou que caberá ao Conselho analisar a denúncia e seus desdobramentos. A Alesp não informou prazo para a apuração interna nem para a análise do Conselho.
Aguiar tem 53 anos, integra a bancada evangélica e assumiu o mandato em 2025, como suplente. O próximo passo é a conclusão da perícia e da apuração da Polícia Civil, enquanto o Conselho de Ética decide como vai tratar a representação.
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